Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Cade nega pedido do Google de oitivas com testemunhas em caso envolvendo jornais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) negou, na última terça-feira, 11, pedido do Google de apresentação de prova testemunhal no âmbito da investigação sobre o uso, pela plataforma de busca, de conteúdo jornalístico sem a devida remuneração dos veículos de mídia.

Em nota técnica, o superintendente-geral, Felipe Roquete, entendeu que a empresa deveria ter indicado na peça de defesa a qualificação completa de até três testemunhas, a serem ouvidas na sede do Cade, mas o pedido de oitivas foi prejudicado pela ausência de indicações de testemunhas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Por outro lado, foi atendido o pedido da empresa de apresentação de provas documentais, pareceres, análises econômicas e laudos contábeis e periciais.

O Google também tinha alegado cerceamento do direito de defesa. "A mera alegação abstrata de que documentos restritos integraram a instrução não é suficiente para caracterizar cerceamento", considerou a SG. E acrescentou que não foi demonstrado "efetivo prejuízo para as partes".

"No presente caso, além de não apontar prejuízo concreto, o Google apresentou defesa extensa e minuciosa, na qual identificou e contestou as fontes de dados, os estudos econômicos, as manifestações dos agentes de mercado e os fundamentos da teoria do dano. Tal circunstância corrobora que o Representado compreendeu integralmente a imputação e pôde exercer, de maneira efetiva, o contraditório e a ampla defesa", completou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Histórico

O inquérito administrativo inicial foi instaurado em 2019 e, desde então, ocorreram evoluções tecnológicas que os conselheiros entenderam que precisavam ser incluídas na análise. Neste ano, o Cade decidiu aprofundar a investigação, com a inclusão da inteligência artificial (IA) generativa - focada em criar novos conteúdos em texto, áudio, vídeo e outros formatos.

Inicialmente, a apuração se detinha sobre os snippets - resultados de busca com algumas linhas de texto resumidos, seguidos por links das publicações originais. No entanto, em abril, o tribunal determinou à SG a abertura de processo administrativo para aprofundar a investigação em torno da exibição de respostas geradas por IA às consultas dos usuários - os chamados AI Overviews.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em pedido de arquivamento da investigação, o Google disse que seus serviços geram "benefícios significativos para usuários e publishers".

A empresa considerou que as evidências apuradas ao longo de mais de cinco anos de investigação apontam que não houve conduta excludente, dependência econômica, lock-in, exploração ou qualquer forma de dano concorrencial.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV