Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Cade desiste de sessão para chancelar aval à operação IBM-SAG; compra é considerada aprovada

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não irá mais analisar a operação de compra pela IBM de parte da empresa alemã SAG, anunciada no fim do ano passado. Após o despacho assinado pelo conselheiro Gustavo Augusto no início da semana, a aquisição é considerada aprovada pelo órgão antitruste brasileiro. Como mostrou na quarta-feira o Broadcast (sistema de notícia em tempo real do Grupo Estado), o Cade chegou a marcar uma sessão para esta quinta-feira, 27, com a intenção de homologar a última decisão de Gustavo Augusto, segundo a qual o negócio pode ser consumado.

O conselheiro ajustou sua posição após as empresas voluntariamente alterarem trechos do contrato que diziam respeito a cláusulas de não-competição (non compete) e de não-aliciamento (no poach) impostas em desfavor da SAG. A modificação, com abrangência global, foi feita após Gustavo Augusto apontar na semana passada preocupações com as regras e pedir, por isso, que a operação fosse avaliada mais profundamente pelo Cade, mesmo depois de a Superintendência-Geral (SG) ter dado aval à compra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Inicialmente, o entendimento foi de que a nova decisão precisaria ser discutida pelo tribunal. Uma sessão extraordinária foi convocada, com link de transmissão aberto na manhã desta quinta. Contudo, foi cancelada após o conselho concluir que, com a alteração do contrato, a avocação do caso ao tribunal teria "perdido o objeto" e, portanto, não precisaria ser mais analisada no plenário. Na prática, a IBM e a SAG têm o sinal verde do Cade para seguir com o negócio.

"Ressalto que a modificação das cláusulas em exame foi essencial para a presente decisão, devendo ser tratada como uma obrigação assumida, para os efeitos do art. 91 da Lei de Defesa da Concorrência", escreveu Gustavo Augusto em sua segunda decisão, apontando que a IBM também se comprometeu a designar um setor para monitorar a aplicação da cláusula e relatar ao Cade qualquer discussão a respeito da questão.

"O papel de uma autoridade antitruste é o de fomentar a livre competição entre as empresas, competição essa que também deve existir no âmbito do mercado de trabalho. Logo, como regra, as empresas devem ser livres para concorrerem entre si e atraírem os melhores funcionários. As cláusulas de não-competição, nas quais incluo a cláusula de no-poach, são uma exceção a essa regra geral. E, como qualquer exceção, devem ser interpretadas e aplicadas de forma restrita", disse o conselheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O negócio alvo da compra pela IBM abarca os softwares de tecnologia corporativa StreamSets e webMethods, que serão separados das outras linhas de produto da SAG e incorporados, direta ou indiretamente, à recém-criada SAG Integration US LLC. A SAG é uma multinacional de software e tecnologia empresarial com sede em Darmstadt, Alemanha.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV