Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Boulos diz que Campos Neto é 'infiltrado' de Bolsonaro e faz 'boicote' à economia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Líder do PSOL na Câmara, Guilherme Boulos (SP) afirmou nesta terça-feira, 7, que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é um "infiltrado" do ex-presidente Jair Bolsonaro que faz "boicote" à economia com a manutenção da taxa básica de juros do País, a Selic, em 13,75% ao ano.

A bancada do partido, que apoia o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve apresentar um requerimento de convite para Campos Neto explicar na Câmara a política de juros adotada pelo BC. O PSOL também vai protocolar um projeto de lei para revogar a autonomia da instituição, aprovada pelo Congresso em 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"O Campos Neto é um infiltrado no governo Lula, um infiltrado do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, um infiltrado do Bolsonaro. É um cara que não deixa a taxa de juros baixar. Tem um interesse, na minha opinião, de boicote à economia, à geração de empregos, à retomada do crescimento econômico", disse Boulos, no Salão Verde da Câmara. "Não dá para você ter o povo escolhendo na urna um caminho e a política monetária ouvindo o mercado, não refletindo esse mesmo caminho. Isso é uma contradição e um problema desse modelo de autonomia do Banco Central", emendou o deputado.

A lei da autonomia do BC impede que Campos Neto seja convocado por parlamentares, o que levou à escolha do PSOL por requerimento de convite. No caso de ministros de Estado, os deputados costumam iniciar a pressão por meio de requerimentos de convocação.

Gleisi também critica BC

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais cedo, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, endossou críticas de Lula à atuação do BC. A petista afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) está "muito mais crítico" ao governo atual do que ao do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"A nota divulgada pelo Bacen está muito mais crítica ao governo do que acontecia no ano passado, quando o Banco Central não deu um pio sobre as façanhas orçamentárias de Bolsonaro para se reeleger. Aliás, o 'mercado' também aquiesceu", escreveu Gleisi no Twitter.

A deputada fez referência a medidas que o governo anterior conseguiu aprovar no Congresso às vésperas da eleição, como o limite de 17% para o ICMS sobre combustíveis e a ampliação temporária do valor do Bolsa Família, chamado então de Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. No ano passado, contudo, o BC fez diversos alertas sobre os riscos fiscais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A declaração de Gleisi ocorre mesmo após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizer nesta manhã que ata do Copom, divulgada nesta terça, "veio melhor" e "mais amigável" que o comunicado da semana passada, após a decisão de manter a taxa básica de juros do País, a Selic, em 13,75% ao ano.

Na segunda-feira, ao sair de uma reunião com lideranças partidárias da Câmara, Haddad havia dito que o comunicado do Copom poderia ter sido mais "generoso" com as medidas de ajuste fiscal anunciadas pela equipe econômica.

Lula, por sua vez, vem fazendo críticas ao BC e a seu presidente, Roberto Campos Neto, há semanas. Durante a posse de Aloizio Mercadante no comando Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na segunda, o presidente da República disse que o nível atual da Selic é "uma vergonha" e "não tem explicação".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV