TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Borges: taxas de emissão da dívida caíram em novembro, por visão benigna para inflação

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Helano Borges, disse nesta terça-feira, 30, que as taxas médias das emissões de dívida caíram em novembro, beneficiadas por um cenário inflacionário mais benigno e pela expectativa de redução dos juros no Brasil e no restante do mundo.

A taxa média das Letras do Tesouro Nacional (LTN) de 72 meses, por exemplo, caiu de 13,63% para 13,26% ao ano entre os fechamentos de outubro e do mês passado. A taxa da Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B) de 40 anos cedeu de 7,22% para 7,01% no mesmo período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Se a gente pegar o fechamento das taxas de outubro, comparado com o fechamento das taxas de novembro, a gente vai observar uma tendência de queda ao longo dos leilões", disse Borges. "Esse movimento também se beneficiou da percepção e um cenário mais favorável para a inflação, e também para a flexibilização da política monetária doméstica."

O técnico destacou uma redução na curva de juros doméstica no mês passado, refletindo o IPCA mais baixo do que o esperado em outubro e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) menor que o previsto em setembro. Isso reforçou, para o mercado, a expectativa de cortes da Selic em breve, explicou.

"Muitos agentes estavam precificando a redução, naquele momento, já em janeiro, e a gente viu a curva cedendo nas faixas intermediárias e longas, em torno de 30 a 35 pontos-base", disse. "Os agentes estavam precificando em torno de 300 pontos-base de redução da Selic no próximo ano, um otimismo muito favorável para a gestão da dívida."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Colchão de liquidez

Borges disse que o órgão realizou emissões de R$ 1,7 trilhão em 2025, o que permitiu a recomposição do seu colchão de liquidez. Com esses recursos, haverá mais liberdade para atuação no futuro, afirmou.

"Este ano, a gente conseguiu fazer um volume substancial de emissões, fazer uma composição da reserva de liquidez, o que dá grau de liberdade para as nossas atuações em períodos futuros", disse o técnico, durante entrevista coletiva para comentar o Relatório Mensal de Dívida (RMD) de novembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As emissões de 2025 foram majoritariamente de títulos pré-fixados (42,3%), seguidos por papéis indexados à Selic (39,6%) e à inflação (18,1%). Apenas em dezembro, foram emitidos R$ 55,5 bilhões, puxados pelos títulos atrelados à Selic (62%), pré-fixados (24,6%) e indexados a índices de preços (13,5%).

Borges destacou que, em dezembro, os juros futuros aumentaram entre 40 e 50 pontos-base nos vértices longo e intermediário, após um movimento de queda em novembro. Esse movimento refletiu tanto a percepção de que o Banco Central não deve cortar a Selic em janeiro, quanto a incerteza eleitoral.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV