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Bolsas de NY fecham em queda pelo 2º pregão seguido à espera do Fed

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As bolsas de Nova York fecharam a terça-feira, 6, em queda pelo segundo pregão seguido, em meio à expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), tensões comerciais e sinais mistos da temporada de balanços

O Dow Jones recuou 0,95%, fechando 40.829,00 pontos. O S&P 500 teve queda de 0,77%, aos 5.606,91 pontos, e o Nasdaq recuou 0,87%, aos 17.689,66 pontos. Os dados são preliminares.

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O Federal Reserve iniciou nesta terça-feira sua reunião de dois dias, com a decisão sobre a política monetária marcada para quarta-feira. A expectativa é de manutenção dos juros, mas os investidores estarão atentos à fala de Jerome Powell, especialmente sobre os impactos das tarifas sobre a inflação.

No mercado corporativo, as ações da Moderna despencaram 12,2% e arrastaram o setor de biotecnologia, após a indicação de Vinay Prasad para a FDA. Pfizer (-4,2%), Eli Lilly (-5,6%) e GSK (-3,5%) também recuaram.

As ações da Palantir (-12%), DoorDash (-7,44%) e Vertex Pharmaceuticals(-10%) registraram fortes quedas, após resultados trimestrais fracos ou em linha com as expectativas. Por outro lado, as ações de Upwork (+18%), Neurocrine Biosciences (8,4%) e Hims & Hers Health (+18%) dispararam após superarem as estimativas de lucro e receita no primeiro trimestre.

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Nos Estados Unidos, o déficit comercial disparou 14% em março, atingindo o recorde de US$ 140,5 bilhões, com importações crescendo mais do que exportações, às vésperas das tarifas de Donald Trump. Esse movimento pressionou o PIB, que caiu 0,3% no primeiro trimestre, segundo o economista-chefe do Santander, Stephen Stanley. Ainda assim, ele projeta reversão na balança comercial e uma alta de 4% no PIB anualizado no segundo trimestre.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que novos acordos comerciais podem ser anunciados ainda nesta semana. Ele disse estar negociando com 17 países e criticou a falta de diálogo da China. Enquanto isso, o Reino Unido e os EUA estão próximos de um acordo para reduzir tarifas sobre carros e aço. Mais cedo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse que teve uma "conversa com construtiva com Trump".

*Com informações da Dow Jones Newswires

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