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Bolsas de NY fecham em queda com tensão no Oriente Médio, CPI e pressão de ações ligadas à IA

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As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira, 10, com investidores ponderando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e os dados de inflação nos EUA de maio. Os índices foram pressionados sobretudo pela piora no desempenho de ações de tecnologia e da indústria.

O Dow Jones caiu 1,87%, aos 49.919,09 pontos. O S&P 500 perdeu 1,62%, em 7.267,09 pontos. E o Nasdaq recuou 1,98%, encerrando em 25.169,50 pontos.

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Os papéis ligados a semicondutores recuam pelo segundo dia consecutivo, diante de preocupações renovadas com a valorização excessiva das ações ligadas à inteligência artificial (IA).

A Marvell Technology caiu 5,35%, estendendo as perdas de mais de 7% do pregão anterior. A Micron Technology (-4,7%), Nvidia (-3,73%), Broadcom (-5,12%) e AMD (-4,86%) também amargaram perdas.

David Miller, gerente de portfólio sênior da Catalyst Funds, acredita que uma boa parte da queda dos índices deste mês está relacionada aos investidores questionando os níveis que estão sendo solicitados a pagar por ações de IA e tecnologia, à medida que o cenário de taxas de juros continua a subir.

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A fabricante de servidores Super Micro Computer tombou quase 28%, tornando-se a empresa com pior desempenho do S&P 500, após revelar planos de levantar US$ 7 bilhões por meio de uma série de ofertas de ações. A Oracle, que divulga balanço no fim do expediente, caiu 1,14%.

Na ponta positiva, a Chevron e ExxonMobil avançaram 1,63% e 1,15%, respectivamente, em linha com a alta do petróleo. A commodity voltou a subir com as tensões crescentes entre os EUA e o Irã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta que Washington voltará a atacar o país persa após os bombardeios contra alvos iranianos realizados na madrugada.

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No campo macroeconômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA veio em linha com o consenso do Projeções Broadcast.

Assim, as apostas para um possível aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) seguiam apontando para outubro ou dezembro deste ano, segundo o CME Group.

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