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Bolsas de NY fecham em queda, após Powell sinalizar continuidade de aperto

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Indícios de novos aumentos nos juros dos Estados Unidos pressionaram as bolsas de Nova York nesta quinta-feira, 21. Apesar de bons resultados de companhias como Tesla e American Airlines, o mercado foi pressionado pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e de outras autoridades monetárias do país.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,05%, em 34.792,76 pontos, o S&P 500 recuou 1,48%, a 4.393,66 pontos, e o Nasdaq teve queda de 2,07%, a 13.174,65 pontos.

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Nesta quinta-feira, Powell afirmou durante painel do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington que acredita ser apropriado que o Fed aja em ritmo "um pouco mais rápido" e reiterou que um aumento de juros de 50 pontos-base será uma opção na reunião de política monetária do BC americano em maio. Powell disse ainda que é absolutamente fundamental reconquistar a estabilidade dos preços e que seu objetivo é reduzir a inflação para a meta de 2% do Fed sem causar uma recessão. Para ele, o conflito entre Rússia e Ucrânia pressionará a inflação dos EUA, ainda que o país esteja menos vulnerável e mais distante dos efeitos imediatos da guerra do que a Europa.

A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, disse que "provavelmente" o banco central americano adotará "algumas" altas de 50 pontos-base nos juros básicos ao longo deste ano. A dirigente, que não vota nas decisões monetárias neste ano, avalia que este é o caminho para alcançar a taxa neutra, em 2,5%, até o fim de 2022.

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, afirmou que o dólar de fato está "um pouco forte", mas ponderou que a moeda não está muito distante da média dos últimos cinco anos. Com direito a voto nas decisões de política monetária deste ano, Bullard considerou que o aperto monetário em andamento do Fed "está parcialmente precificado" pelos mercados e que o restante desse movimento virá conforme o BC age.

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Já entre papéis em foco, a ação da Tesla registrou alta de 3,1% após a companhia reportar ontem, depois do fechamento, seu maior lucro trimestral na história.

A American Airlines teve avanço de 4,3%, após informar que sua receita mais do que dobrou no primeiro trimestre. A United Airlines subiu 9%, beneficiada pelo aumento nas viagens pós-lockdown.

Houve ainda a divulgação de indicador nos Estados Unidos hoje. O Departamento do Trabalho americano informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego no país caiu 2 mil na semana passada, a 184 mil, segundo dados com ajustes sazonais. O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 182 mil solicitações. O total de pedidos da semana anterior foi revisado para cima, de 185 mil a 186 mil.

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*Com informações da Dow Jones Newswires.

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