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Bolsas de NY fecham em alta, com dados dos EUA e falas de dirigentes do Fed

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As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 7. Operadores monitoraram as falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), que miniminizaram as preocupações com recessão americana e reforçaram acreditar em "pouso suave" da economia. Dados macroeconômicos dos Estados Unidos também estiveram no radar.

O Dow Jones subiu 1,12%, a 31.383,89 pontos, o S&P 500 avançou 1,49%, 3902,43 pontos, e o Nasdaq teve alta de 2,28%, a 11.621,35 pontos.

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Tanto o diretor do Fed Christopher Waller, quanto o presidente da distrital de St. Louis, James Bullard, afirmaram ainda esperar um pouso suave para a economia americana. Ou seja, alcançar alívio na inflação sem provocar uma recessão. Ambos os dirigentes têm poder de voto nas decisões monetárias e consideram uma alta de 75 pontos-base para a reunião deste mês. Waller disse ainda que "provavelmente" defenderá aumento de 50 pontos-base em setembro.

Waller considerou exagerados os temores sobre recessão e afirmou esperar que o payroll, a ser divulgado amanhã, mostre criação de 275 mil empregos nos EUA em junho. Para ele, as expectativas de inflação seguem ancoradas. O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida do Fed, deve cair entre 2,5$ a 3,0% para que o fim do ciclo de alta de juros comece a ser considerado, afirmou. Já Bullard notou que as expectativas inflacionárias podem se desequilibrar, caso o Fed não atue de modo credível.

Indicadores da economia dos EUA também foram observados. O relatório de empregos do setor privado, elaborado pela ADP, no entanto, foi cancelado devido à reforma em sua metodologia. Já o déficit comercial do país caiu a US$ 85,55 bilhões em maio menos do que o esperado por analistas. Na avaliação da Capital Economics, a redução adicional do déficit comercial reflete a força das exportações e implica que o comércio líquido deu um impulso decente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. "Mas com o crescimento global desacelerando acentuadamente, é improvável que esse suporte dure."

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Na semana, os pedidos de auxílio desemprego subiram 4 mil na semana, pouco acima das expectativas. É o maior nível semanal desde meados de janeiro, observa a Oxford Economics. Embora a consultoria acredite que o risco seja de mais aumentos nos pedidos à medida que o crescimento econômico desacelere, a consultoria não prevê que o movimento se dê de forma acentuada.

Entre as ações com maiores avanços, estão as de energia e uso intensivo de tecnologia, como Chesapeake Energy (+5,60%), ExxonMobil (+3,19%), Apple (+2,40%), Tesla (+5,53%) e Alphabet (+3,68%).

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