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Bolsas da Europa sobem com impulso de balanços e trégua EUA-China; DAX renova recorde

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As bolsas da Europa encerraram em alta nesta sexta-feira, 16, prolongando os ganhos da semana, impulsionadas por balanços corporativos positivos e pela trégua comercial entre Estados Unidos e China, que trouxe alívio ao sentimento dos investidores. O DAX, de Frankfurt, renovou sua máxima histórica de fechamento.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,59%, aos 8.684,56 pontos, e acumulou alta semanal de 1,52%. O DAX subiu 0,30%, aos 23.767,43 pontos, com ganho de 1,14% na semana. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,42%, aos 7.886,69 pontos, e acumulou avanço de 1,85%. O FTSE MIB, de Milão, ganhou 0,59%, aos 40.656,26 pontos, com forte alta semanal de 3,27%. Em Madri, o Ibex 35 saltou 0,96%, aos 14.064,50 pontos, e também avançou 3,76% na semana. Já em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,61%, aos 7.235,99 pontos, com valorização semanal de 3,55%. O Stoxx 600 subiu 0,42% e garantiu a quinta semana de ganhos consecutivos (2,10%). Os dados são preliminares.

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No noticiário corporativo, destaque para a Richemont, controladora da Cartier, cujas ações saltaram quase 7% após divulgar vendas acima do esperado no quarto trimestre fiscal. Em sentido oposto, a Novo Nordisk recuou 1,81% após anunciar que o CEO deixará o cargo ainda este ano.

O sentimento nos mercados globais melhorou após a trégua tarifária entre EUA e China, que reduziu temores de recessão.

Ainda assim, investidores acompanham com cautela as negociações comerciais entre União Europeia e Washington. O bloco europeu busca termos mais vantajosos que os obtidos por Reino Unido e China.

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"O apetite por risco ainda está presente nos mercados", disse Nabil Milali, estrategista de Multiativos e Overlay no Edmond de Rothschild, alertando, porém, que as negociações comerciais da UE podem enfrentar obstáculos devido à diversidade de interesses entre os países membros.

No campo macroeconômico, o superávit comercial da zona do euro atingiu 27,9 bilhões de euros em março, ajustado sazonalmente, o maior patamar em mais de 20 anos.

No cenário geopolítico, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou o presidente russo, Vladimir Putin, por não participar das negociações de paz e prometeu novas sanções econômicas contra Moscou.

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