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Bolsas da Europa sobem com corte de juros do BoE e balanços

Bolsas europeias fecham em alta após corte de juros do Banco da Inglaterra e avanços políticos na França e EUA, com recordes históricos nos índices

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Bolsas da Europa sobem com corte de juros do BoE e balanços
Autor Foto: Reprodução/pixabay

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira, 6, em dia de corte de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Apoiando o apetite por risco também esteve a política francesa, com manutenção do atual governo e uma resolução para a crise orçamentária, e informações de um plano para a paz na Ucrânia por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Além disso, a sessão contou com a divulgação de balanços importantes. Como resultado, os principais índices em Londres e Frankfurt renovaram recordes históricos de fechamento.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,23%, a 545,17 pontos.

Sete dos nove integrantes do Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) do BoE votaram pela redução da taxa básica de juros em 25 pontos-base, a 4,50%. Duas dirigentes defenderam um corte maior, de 50 pontos-base, que traria o juro a 4,25%.

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A mensagem central do BoE com a decisão desta quinta é de "gradualismo", segundo o ING. "Mantemos nossa previsão de um total de quatro cortes de juros neste ano", afirma o banco, que projeta novas reduções em maio, agosto e novembro, "embora a divisão dos votos sugira uma pequena possibilidade de cortes mais rápidos".

Seguindo a decisão, surgiram informações de que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pretende demitir a ministra das Finanças, Rachel Reeves. Ela apoiou o corte de juros, mas alertou sobre a fraca taxa de crescimento britânica. Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,21%, a 8.727,28 pontos.

O governo da França sobreviveu a uma moção de desconfiança no parlamento e o orçamento do estado para 2025 foi finalmente adotado. O primeiro-ministro francês, François Bayrou, utilizou poderes constitucionais especiais para aprovar o projeto sem uma votação pelos legisladores, o que gerou a moção. Apenas 128 legisladores aprovaram a moção, muito longe dos 289 votos necessários para que fosse aprovada.

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Na visão do Swissquote, o resultado "não altera a realidade da política instável de França, mas contribui para reduzir o diferencial entre os rendimentos alemão e francês, e isso é positivo para o sentimento".

The Daily Mail publicou que, de acordo com um relatório vazado, Trump tentará pressionar Volodymyr Zelensky a aceitar um cessar-fogo com a Rússia até a Páscoa, com um acordo que inclui o congelamento do avanço russo, a proibição da adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a aceitação da soberania russa sobre as terras anexadas.

Da temporada de balanços, a Maersk foi destaque, com salto de 6,35% em Copenhague, após a gigante dinamarquesa de transporte marítimo superar expectativas de lucro e receita no quarto trimestre do ano passado.

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Também agradaram os resultados do banco francês Société Générale que subiu 13,43% em Paris, onde o CAC 40 avançou 1,47%, a 8.007,62 pontos, e da companhia siderúrgica ArcelorMittal (+13,96%, em Amsterdã).

Em Frankfurt, o DAX avançou 1,52%, a 21.913,01 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 1,48%, a 37.121,77 pontos. Em Madri, o Ibex35 subiu 1,61%, a 12.738,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,05%, a 6.534,46 pontos.

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