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Bolsas da Europa sobem à espera de corte de juros do BCE, com techs e bancos em destaque

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Por André Marinho

São Paulo, 12/09/2024 - As bolsas da Europa avançavam nas primeiras horas de pregão desta quinta-feira, em meio à expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) volte a cortar juros nesta manhã. Os papéis de tecnologia aparecem em destaque, após o salto de 8% da Nvidia na véspera, e os de bancos são apoiados por afrouxamento de regras de capital no Reino Unido.

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Por volta das 06h45 (de Brasília), o índice Stoxx 600 subia 1,09%, a 513,58 pontos. Mais forte, o subíndice de techs saltava 2,32%, a 789,32 pontos.

Em Amsterdã, a gigante do setor de semicondutores ASML ganhava 4,45%, em linha com a escalada das ações do segmento globalmente. Ontem, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresentou um tom otimista em relação à demanda por chips de inteligência artificial.

Instituições financeiras estavam entre os principais ganhos no mercado britânico, entre elas HSBC (+2,16%), Barclays (+2,16%) e Standard Chartered (+1,96%). Investidores repercutem a decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de moderar o aumento de capital exigido aos bancos do país como parte das reformas de Basileia III. O movimento segue medida semelhante de reguladores americanos.

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As ações ligadas a commodities também puxavam Londres para cima, diante da firme recuperação nos preços de metais e do petróleo. Antofagasta computava elevação de 3,50%, Anglo American subia 3,50% e Glencore aumentava 3,18%, enquanto as petroleiras BP e Shell avançavam 1,21% e 0,96%, respectivamente. Assim, o índice amplo FTSE 100 se valorizava 0,92%.

Em Frankfurt, o Commerzbank subia 3,06% e estendia o salto de 16% da véspera, depois que o CEO do UniCredit, Andrea Orcel, indicou à Bloomberg hoje que uma fusão do banco italiano com o rival alemão está entre as opções. Ontem, o UniCredit anunciou compra de cerca de 9% em participação no concorrente.

Mais tarde, às 09h15 (de Brasília), o BCE deve anunciar o segundo corte de juros do atual ciclo de relaxamento monetário, após ter pausado o processo na reunião anterior, em julho. O Deutsche Bank considera uma redução de 25 pontos-base praticamente garantida, com incertezas apenas sobre os passos seguintes. "Vemos os riscos enviesados para o lado dovish", diz o banco, em referência ao termo que se refere a um maior apoio a alívio monetário.

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Entre outras praças, no horário citado acima, a Bolsa de Frankfurt assinalava valorização de 1,31%, Paris subia 1,01%, Milão ganhava 1,19% e Lisboa tinha alta de 0,61%. No câmbio, o euro tinha variação marginal a US$ 1,1016 e a libra avançava a US$ 1,1017. Na renda fixa, os juros dos Gilts britânicos, dos Bunds alemães e dos BTP italianos operavam no azul.

Contato: [email protected]

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