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Bolsas da Europa fecham sem sinal único, de olho em anúncios tarifários, e mineradoras sobem

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As bolsas da Europa fecharam sem sinal único nesta quinta-feira, 10, em mais uma sessão atenta a possíveis notícias sobre as negociações tarifárias com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O anúncio de 50% de cobranças ao Brasil chamou a atenção, mas a avaliação de especialistas é de que o impacto para os mercados globais deve ser limitado. Já a alta do cobre, também taxado em 50%, deu impulso às mineradoras, o que foi particularmente positivo para as ações em Londres, onde o FTSE 100 renovou seu recorde histórico.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,54%, a 552,93 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,23%, a 8.975,66 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,31%, a 24.473,08 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,30%, a 7.902,25 pontos.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE está trabalhando "sem parar" para firmar um pacto comercial com os EUA que garanta tarifas baixas. O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, disse na quarta (9) que houve "bom progresso" no sentido de um acordo em princípio e que um anúncio pode ser feito nos próximos dias. "Os últimos relatos sugerem que as tarifas europeias podem ser maiores que as do Reino Unido, de 10%, mas os mercados simplesmente não se importam", afirma Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank.

A imposição de uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros por Trump por razões "aparentemente políticas" pode representar um novo marco, mas o Brasil "simplesmente não é um parceiro comercial americano grande o suficiente" para abalar os mercados globais, avalia a Capital Economics. Para a consultoria, um movimento maior dos mercados pode acontecer caso as negociações com a UE ou a China fracassem. Apesar do Brasil ser "uma grande economia", a não repercussão no mercado exterior pode ser por um reflexo de "queixas específicas brasileiras, com pouca repercussão no resto do mundo", avalia.

De olho nos impactos das tarifas ao cobre e ainda com uma alta no minério de ferro, empresas do setor foram destaque. Em Londres, Glencore (+4,11%) e Anglo American (+3,78%) estiveram entre os principais avanços.

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Ainda nesta quinta, von der Leyen sobreviveu confortavelmente a um voto de desconfiança, após um número esmagador de legisladores da UE rejeitar uma moção de censura contra ela. A moção continha uma mistura de alegações, incluindo troca de mensagens privadas com o diretor executivo da Pfizer durante a pandemia, uso indevido de fundos da UE e interferência em eleições na Alemanha e na Romênia. A moção foi derrotada por 360 votos contra 175, com 18 legisladores optando por se abster.

Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,72%, a 40.528,17 pontos. Em Madri, o Ibex35 recuou 0,79%, a 14.141,60 pontos. Em Lisboa, o PSI20 teve queda de 0,56%, a 7.747,77 pontos.

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