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Bolsas da Europa fecham sem direção única de olho em balanços e possível acordo para Ormuz

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As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quarta-feira, 5, com investidores reagindo aos balanços corporativos e à iminência de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã que possa reabrir o Estreito de Ormuz.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,08%, a 10.888,30 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,24%, a 26.139,03 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,03%, a 8.669,30 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,18%, a 53.446,80 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,16%, a 20.054,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,08%, a 9.176,10 pontos. As cotações são preliminares. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,03%, para 657,04 pontos, um novo recorde.

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Entre os destaques do pregão, a Glencore avançou cerca de 4% em Londres, após a mineradora divulgar lucro semestral forte e anunciar planos de buscar uma listagem secundária no mercado acionário da Austrália. Já a cervejaria Heineken subiu 2,42% em Amsterdã ao registrar aceleração no crescimento dos volumes, o que impulsionou os resultados.

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, por outro lado, caiu mais de 4% em Copenhague, pressionada por vendas abaixo do esperado do novo Wegovy em comprimidos, apesar de ter melhorado suas projeções para 2026. A Siemens Energy perdeu 0,25% em Frankfurt após os lucros.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta madrugada que um acordo sobre Ormuz pode ser fechado já nesta quarta ou quinta-feira. Além disso, os EUA removeram sanções de contraterrorismo contra empresas do Iraque ligadas ao regime iraniano, de acordo com o Departamento do Tesouro - uma pré-condição de Teerã para avançar em negociações de paz.

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No radar macroeconômico, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro atingiu o maior nível em cinco meses, segundo pesquisa final da S&P Global. O mesmo indicador para a Alemanha e do Reino Unido também foi revisado para cima.

Já o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) da zona do euro subiu 4,6% na comparação anual de junho.

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