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Bolsas da Europa fecham na maioria em queda com recuo de ações de defesa

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As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, 24, pressionadas pelo recuo do setor de defesa após notícias sobre mudanças em um importante programa militar da Alemanha. O apetite por risco também foi contido pela cautela em torno das perspectivas para o setor de tecnologia global, embora a queda do petróleo tenha ajudado a limitar perdas em alguns mercados.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,31%, a 10.461,63 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,71%, a 24.716,24 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,54%, a 8.385,49 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,74%, a 51.638,94 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,46%, a 19.386,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,88%, a 9.055,89 pontos. As cotações são preliminares.

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A alemã Rheinmetall tombou cerca de 19% após relatos de que Berlim abandonará o projeto de seis fragatas F126, potencialmente avaliado em cerca de 12 bilhões de euros. Analistas do JPMorgan afirmaram que a decisão pode comprometer a meta anual de entrada de pedidos da companhia.

Ainda no setor, Renk (-6,3%), Hensoldt (-4%) e Leonardo (-4,9%) cederam. Na direção oposta, a TKMS avançou 14,8% ao ser vista como potencial beneficiária de uma alternativa ao programa naval. Em Londres, a Segro subiu 17% após rejeitar uma proposta de aquisição de 12,6 bilhões de libras da americana Prologis.

O subíndice de defesa caiu 1,1%, enquanto o de energia (-2,3%) e o de recursos básicos (-2,9%) também tiveram perdas fortes. Sinais de avanço no acordo provisório entre EUA e Irã e a normalização dos fluxos do Estreito de Ormuz deflagraram queda intensa do petróleo e de commodities metálicas, como cobre e ouro.

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Na agenda econômica, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 85 para 85,6 pontos em junho.

Para o ING, o segundo avanço consecutivo do indicador reforça um retorno gradual do otimismo entre as empresas alemãs, favorecido pelas perspectiva de diminuição dos riscos para os custos de energia. Contudo, o banco holandês alerta que o PIB alemão pode voltar a contrair no segundo trimestre.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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