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Bolsas da Europa fecham na maioria em alta, seguindo acordo entre EUA e Japão e balanços

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As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta nesta quarta-feira, 23, seguindo o anúncio de terça (22) de um acordo entre os Estados Unidos e o Japão para as tarifas, que impulsionou expectativas de que o presidente Donald Trump possa alcançar o mesmo resultado com a União Europeia (UE). Neste cenário, o FTSE 100 teve recorde histórico de fechamento em Londres. Nesta quinta-feira, 24, o Banco Central Europeu (BCE) tem sua decisão de juros, quando é amplamente esperada uma manutenção, enquanto a temporada de balanços segue.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,08%, a 550,24 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,42%, a 9.061,49 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,73%, a 24.217,10 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,37%, a 7.850,43 pontos. As cotações são preliminares.

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Trump fechou um acordo comercial com o Japão pelo qual tarifas sobre carros e outros produtos exportados para os EUA serão reduzidos para 15%. Anteriormente, o Japão estava sujeito a tarifas "recíprocas" de 25% de Washington. A UE segue negociando um acordo com os EUA para evitar que seja tarifada em 30% a partir de 1º de agosto. Espelhando o comportamento de montadoras japonesas em Tóquio, a Stellantis saltou 9,14% em Milão, enquanto Volkswagen (+6,16%) e Mercedes-Benz (+5,76%) subiram em Frankfurt.

O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que se a UE aceitar os "produtos e padrões" americanos, isso pode comover Trump. As ações permitiriam um acordo comercial entre as duas partes. "Trump espera que a UE abra completamente seu mercado, eu realmente acho que eles europeus vão fazer isso. Temos conversado há meses", disse. Por sua vez, a possibilidade de medidas retaliatórias da UE na mesma intensidade caso um acordo não seja alcançado foi destaque na sessão.

Da temporada de balanços, o banco italiano UniCredit teve robusto ganho de 3,63%, após lucrar mais que o previsto e elevar seu guidance para 2025. Já o BPM caiu 2,47%, um dia após o UniCredit desistir de comprar o concorrente. A ASM International, por sua vez, tombou 9,63% em Amsterdã, após a empresa holandesa que fabrica equipamentos para a produção de semicondutores, divulgar resultado trimestral de encomendas abaixo das expectativas.

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Em Madri, houve suspensão das negociações da Iberdrola, que ocorreu depois que a empresa informou o lançamento de um aumento de capital de 5 bilhões de euros para expandir novos negócios nos EUA e no Reino Unido. Com negociações retomados, a empresa de energia recuou 4,47%, onde o Ibex35 teve alta de 0,11%, a 14.057,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,37%, a 7.717,75 pontos, pressionado pela EDP, que caiu 2,97%, também no setor energético. Em Milão, o FTSE MIB subiu 1,33%, a 40.697,49 pontos.

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