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Bolsas da Europa fecham na maioria em alta, com expectativas por medidas iniciais de Trump

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As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta nesta segunda-feira, 20, em uma sessão focada na posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos Estados Unidos, os mercados não operaram, enquanto os investidores europeus tiveram grande expectativa pelas primeiras sinalizações das políticas da nova administração, especialmente sobre tarifas.

Ao longo da sessão, relatos de que as medidas iniciais do mandato deverão ser mais brandas no tema impulsionaram as ações, com destaque para as montadoras, em um setor que pode ser bastante penalizado pelas decisões de Trump. Com resultado, os principais índices de Frankfurt e Londres voltaram a renovar máximas históricas de fechamento.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,09%, a 524,07 pontos.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, um memorando a ser assinado por Trump será um esforço para expor uma visão para a agenda comercial do novo presidente "de forma comedida", sugerindo que uma abordagem mais deliberativa para a questão tarifária será adotada.

O documento orienta as agências federais a investigar e remediar déficits comerciais persistentes e abordar políticas comerciais e cambiais injustas de outras nações, destacando a China, o Canadá e o México para análise, mas não impõe nova tarifa - um alívio aos parceiros comercias.

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A Pepperstone acredita que a atenção do mercado estará sobre quaisquer sinais de política fiscal e de ordens executivas que o republicano possa assinar já nos primeiros dias de seu mandato. O Société Générale observa que a incerteza quanto as novas políticas econômicas dos EUA manterá desafios sobre a leitura e estratégia dos mercados internacionais.

Além da posse de Trump, investidores europeus também monitoram sinais sobre os próximos passos do Banco Central Europeu (BCE). Nesta segunda, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha acelerou à taxa anual de 0,8% em dezembro, menos que o esperado.

O dirigente do BCE Robert Holzmann (Áustria) alertou que um corte de juros em janeiro ainda não está decidido e que dependerá da inflação. Já Boris Vujcic (Croácia) disse que as expectativas do mercado para cortes nas taxas são razoáveis e os riscos em torno da inflação são amplamente equilibrados.

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De acordo com o dirigente, houve uma reprecificação recentemente de quatro para cinco cortes de taxas neste ano para três para quatro cortes e essa expectativa é razoável.

Em Frankfurt, o DAX avançou 0,49%, a 21.004,92 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,31%, a 7.733,50 pontos. Em Madri, o Ibex35 subiu 0,33%, a 11.955,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,31%, a 6.583,91 pontos.

Fora da zona do euro, o FTSE 100 avançou 0,18%, em Londres, a 8.520,54 pontos.

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Em Milão, o FTSE MIB foi exceção, recuando 0,34%, a 36.143,83 pontos. Um dos destaques foi a Telecom Italia, que caiu 0,27%, o que foi sua décima sessão seguida de quedas.

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