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Bolsas da Europa fecham em queda pressionadas por nova escalada de tensões entre EUA e Irã

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As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, 1º de junho, pressionadas pela escalada das tensões no Oriente Médio após o Irã suspender as comunicações com os Estados Unidos e novos ataques israelenses no Líbano. O movimento impulsionou os preços do petróleo e reforçou preocupações com impactos inflacionários e sobre o crescimento global, firmando aversão por ativos de risco ao longo da sessão.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,68%, a 10.338,95 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,44%, a 24.994,13 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,45%, a 8.146,59 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,52%, a 49.775,16 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,22%, a 18.138,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,27%, a 8.960,94 pontos. As cotações são preliminares.

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Investidores acompanharam a deterioração do cenário geopolítico após a agência iraniana Tasnim informar a suspensão das conversas indiretas entre Teerã e Washington. O setor de energia avançou 1,7% e o de recursos básicos arrefeceu alta a 0,68%, em linha com os preços das commodities.

Com o imbróglio, dados macroeconômicos europeus tiveram impacto limitado: o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro foi revisado para 51,6 em maio, enquanto o do Reino Unido avançou para 53,9, ambos em território de expansão e superando leituras prévias.

O Société Générale avaliou que a probabilidade de cerca de 90% atribuída pelo mercado a uma alta de juros do Banco Central Europeu (BCE) neste mês é justificada e que uma nova elevação em julho já pode ser precificada.

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Entre as ações, a easyJet (+7,66%) liderou os ganhos em Londres, após a Castlelake afirmar que avalia uma oferta que atribuiria valor mínimo de 3,06 bilhões de libras à companhia aérea. No setor de tecnologia, empresas ligadas à inteligência artificial (IA) receberam suporte após o SoftBank anunciar investimentos bilionários em infraestrutura de IA na França. O setor avançou 1,3%.

A Universal Music conseguiu inverter sinal ao longo do pregão e fechou com alta modesta de 0,6% após rejeitar uma oferta não solicitada de aproximadamente US$ 65 bilhões da Pershing Square Capital Management.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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