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Bolsas da Europa fecham em queda firme com pressão de techs, balanços, BCE e Oriente Médio

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As bolsas europeias fecharam em queda firme nesta quinta-feira, 23, pressionadas principalmente pelo setor de tecnologia após resultados corporativos decepcionantes na Europa e nos EUA, em um ambiente de cautela com a escalada das tensões no Oriente Médio e a sinalização mais dura do Banco Central Europeu (BCE) sobre a inflação.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,73%, a 10.639,17 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,77%, a 24.709,33 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,64%, a 8.299,09 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 2,80%, a 51.315,84 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 1,73%, a 19.232,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,27%, a 9.252,58 pontos. As cotações são preliminares.

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O BCE manteve os juros inalterados e reiterou que o impacto inflacionário do choque nos preços de energia ainda não foi totalmente sentido. A presidente do banco, Christine Lagarde afirmou que a inflação deverá permanecer bem acima da meta até o primeiro semestre de 2027 e indicou que o crescimento seguirá modesto no curto prazo. O ING destacou que as falas da dirigente praticamente confirmam um aumento nas taxas em setembro, enquanto o Deutsche Bank avaliou que o conflito entre EUA e Irã seguia sem perspectiva de alívio.

STMicroelectronics despencou mais de 17% após projetar receita para o terceiro trimestre ligeiramente abaixo das estimativas, contaminando o setor europeu de tecnologia, que caiu mais de 2%. No segmento financeiro, UniCredit (-4,80%) e BNP Paribas (-2,72%) caíram apesar de divulgarem resultados acima do esperado.

Na ponta positiva, a Dassault Aviation subiu mais de 7% com balanço acima das expectativas. Entre as blue chips, LVMH (-4,30%) foi destaque de queda. A Nestlé perdeu mais de 7% após reportar queda expressiva do lucro semestral.

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A confiança do consumidor da zona do euro surpreendeu positivamente ao subir para -15,9 pontos em julho, acima da expectativa.

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