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Bolsas da Europa fecham em alta, com balanços e tarifas, às vésperas de decisão do BoE

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As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, 6, em mais uma sessão atenta à temporada de balanços, além da postura tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Reino Unido, há ainda a expectativa pela decisão de juros na quinta-feira, 7, pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), quando é amplamente esperada um novo corte de taxas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,06%, a pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,24%, a 9.164,31 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,25%, a 23.904,53 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,18%, a 7.635,03 pontos. As cotações são preliminares.

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Da temporada de balanços, o banco BPM subiu 3,27% em Milão, depois de apresentar lucro recorde de 1,2 bilhão de euros no primeiro semestre. Por outro lado, a mineradora anglo-suíça Glencore tombou 4,68% em Londres, após sofrer um inesperado prejuízo na primeira metade do ano. Em Frankfurt, o Commerzbank subiu 1,15%, após o banco alemão superar previsões de lucro e receita no segundo trimestre. Na cidade, a Bayer recuou 9,92%, depois que registrou prejuízo líquido de 199 milhões de euros.

"No novo ambiente geopolítico, sem surpresa, nomes europeus de tecnologia e defesa apresentaram resultados sólidos no segundo trimestre, enquanto o luxo teve dificuldades. Os bancos também tiveram um bom desempenho", aponta Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank.

No campo comercial, a presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, está para se encontrar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington, para negociar a tarifa de 39% do governo Trump que entra em vigor na quinta-feira.

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Em Madri, o Ibex35 teve a maior alta dentre as principais bolsas, subindo 0,90%, a 14.536,60 pontos, liderado pelo Sabadell que avançou 1,99% depois que os acionistas aprovaram por unanimidade a venda de seus negócios no TSB no Reino Unido para o Santander, o que os analistas veem como uma medida defensiva contra a oferta hostil de aquisição do BBVA.

As vendas no varejo da zona do euro subiram 0,3% na comparação mensal de junho, um pouco menos que o esperado, enquanto as encomendas à indústria alemã caíram 1% no mesmo período, frustrando previsão de alta.

"As perspectivas mais amplas para a zona do euro permanecem mornas. O crescimento é prejudicado pela rigidez regulatória e por um mercado de trabalho teimosamente inflexível", avalia Ozkardeskaya.

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Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,65%, a 41.009,73 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,40%, a 7.741,34 pontos.

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