Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

BC: trajetória de juros projetada implica nível significativamente contracionista

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgada nesta terça-feira, 22, deixou claro que a trajetória de juros projetada pelo BC implica num patamar "significativamente contracionista" da política monetária, que tem impacto principalmente na inflação de 2023. Na semana passada, o colegiado elevou a Selic (a taxa básica de juros) em 1,00 ponto porcentual, de 10,75% para 11,75% ao ano.

Conforme a autoridade monetária, esse aperto é compatível com o combate aos efeitos de segunda ordem do atual choque de oferta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Entretanto, caso o cenário prospectivo se mostre mais próximo ao observado no cenário de referência, o Comitê avalia que este ciclo deverá ser ainda mais contracionista", ponderaram os diretores.

No cenário de referência, a inflação é mais elevada do que no alternativo por causa do impacto dos preços de petróleo.

O Copom explicou que mantém o viés altista para as projeções dos seus cenários considerando o balanço de riscos. "Considerado esse viés devido à assimetria de riscos, suas projeções se encontram acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta para 2022, e ainda ao redor da meta para 2023", indicou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dado esse cenário, o Copom considerou que, no momento da reunião passada, um ciclo de aperto monetário semelhante ao utilizado nos seus cenários seria o mais adequado. "Pesou para essa avaliação do Comitê o incremento de pelo menos 0,75 p.p. no ciclo de juros projetado em todo o horizonte relevante, desde a última reunião do Copom."

Surpresa inflacionária

O Copom admitiu nesta terça que, mais uma vez, a inflação tem surpreendido a cúpula do Banco Central. "A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e mais persistente que o antecipado", trouxe a ata.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu, de acordo com a diretoria colegiada do BC e mais: deve persistir no curto prazo. Já a inflação de serviços, conforme o grupo, acelerou ainda mais. "As leituras recentes vieram acima do esperado e a surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como nos mais associados à inflação subjacente", pontuaram.

O documento também apontou que diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 6,4% e 3,7%, respectivamente.

Incerteza sobre arcabouço fiscal

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A incerteza em relação ao futuro do arcabouço fiscal atual resulta em elevação dos prêmios de risco e eleva o risco de desancoragem das expectativas de inflação. A frase faz parte da ata do Copom divulgada pelo Banco Central. De acordo com o documento, isso implica atribuir maior probabilidade para cenários alternativos que considerem taxas neutras de juros mais elevadas.

"Esse movimento já é observado, em alguma medida, nas expectativas de inflação para prazos mais longos extraídas da pesquisa Focus, assim como nos prêmios de risco de diversos ativos locais", citou a autoridade monetária. O Copom também reiterou que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para o crescimento sustentável da economia.

"Esmorecimento no esforço de reformas estruturais e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia", escreveram os diretores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desestímulo da atividade

O Copom ainda reconheceu por meio da ata de seu último encontro que o ciclo de aperto monetário desestimula a atividade, mas apontou que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no fim do ano passado veio melhor que o esperado.

Com um PIB melhor que o projetado no quarto trimestre de 2021, o Copom destacou que há um carrego estatístico um pouco maior para 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Indicadores relativos ao comércio e serviços mostraram evolução ligeiramente melhor que a esperada em janeiro, enquanto a indústria contraiu no mesmo mês. Indicadores do mercado de trabalho seguiram mostrando recuperação consistente de empregos no último trimestre de 2021 e em janeiro de 2022", citou o documento.

Para este ano, o Copom segue apostando no bom desempenho da agropecuária - ainda que em volume menor que o projetado anteriormente, além da normalização da economia, sobretudo em serviços e no mercado de trabalho. Por outro lado, a elevação dos prêmios de risco e o aperto mais intenso das condições financeiras desestimulam a atividade em 2022.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV