Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

BC tem calibrado juros e 'continuará a fazê-lo', diz Campos Neto em carta ao CMN

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após o IPCA ter registrado alta de 10,06% em 2021, muito acima do teto da meta de 5,25% para o ano passado, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alegou em carta aberta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem tomado as devidas providências para que a inflação atinja as metas para a inflação determinadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

"O BC tem calibrado a taxa básica de juros, e continuará a fazê-lo, com vistas ao cumprimento das metas para a inflação estabelecidas pelo CMN", destacou Campos Neto, no documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A carta aberta é uma exigência do sistema de metas, criado em 1999, quando a inflação fica fora do intervalo de tolerância, para explicar as razões do descumprimento e indicar providências para o retorno à meta, assim como o prazo para que isso ocorra.

Embora tenha mantido a avaliação de que os choques inflacionários eram temporários até junho do ano passado, o BC alega na carta que, desde o fim de 2020, já havia iniciado mudanças em sua comunicação, com o início do ciclo de alta da Selic já no primeiro trimestre de 2021, com a alta da taxa básica de juros de 2,00% para 2,75% ao ano em março. Ao longo de sete reuniões, a Selic foi elevada em 7,25 pontos porcentuais, encerrando o ano em 9,25% ao ano.

"Durante o ano, o Copom recalibrou seu orçamento e ritmo do ajuste de política monetária, em resposta aos desenvolvimentos econômicos que impactaram negativamente suas projeções e à deterioração das expectativas de inflação, com vistas a garantir a convergência da inflação para as metas ao longo de seu horizonte relevante. Vale notar que o cenário econômico de recuperação posterior à pandemia de covid-19 tem sido marcado por incerteza e volatilidade acima das usuais, o que tem se refletido nas surpresas inflacionárias de todo o mundo", argumentou Campos Neto, no documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A última carta enviada pelo BC para justificar o descumprimento do seu mandato foi relativa ao ano de 2017, mas, daquela vez, o presidente à época, Ilan Goldfajn, teve de explicar o porquê de a inflação ter ficado aquém da meta, em 2,95%.

Além de 2015 e 2002, o limite superior da meta também foi rompido em 2001 e 2003.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV