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BC sobe juros para 14,25% ao ano, mesmo patamar da crise no governo Dilma, e indica nova alta

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto porcentual nesta quarta-feira, de 13,25% para 14,25% ao ano - seguindo o plano de voo para conter a inflação sinalizado em dezembro e reforçado na reunião anterior, em janeiro. A decisão foi unânime.

Com a decisão desta quarta, o Copom colocou os juros no mesmo patamar registrado na crise econômica deflagrada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu impeachment em agosto de 2016. Trata-se do maior nível nominal dos juros desde outubro de 2016, já com Michel Temer na presidência.

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Esta é a quinta alta seguida da Selic, sendo a terceira de um ponto porcentual.

A alta de um ponto era esperada por unanimidade tanto entre as 44 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, quanto entre os participantes do relatório Focus, do BC. A curva de juros precificava uma elevação de um ponto porcentual na Selic no fim da tarde desta quarta-feira.

Desde setembro, o BC já aumentou a Selic em 3,75 pontos - o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20 anos, empatado com os ciclos finalizados em março de 2005 e abril de 2014 e perdendo apenas para a alta de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022, que ocorreu após o fim da pandemia.

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Juros reais

Apesar da alta de um ponto na Selic, o Brasil caiu da segunda para a quarta posição no ranking dos maiores juros reais (descontada a inflação) elaborado pelo site MoneYou, com 8,79%. O País fica atrás da Turquia (11,90%), Argentina (9,35%) e Rússia (8,91%), e à frente de Indonésia (6,48%).

O BC calcula que a taxa real neutra de juros do Brasil que não estimula, nem deprime a economia é de 5,0%.

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