Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

BC se antecipou ao subir juros ante o que o mercado previa, diz Campos Neto

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, alegou nesta terça-feira, 31, que a autoridade monetária se antecipou ao mercado no ciclo de aumento de juros iniciado em março de 2021. Desde então, a Selic passou de 2,00% ao ano para os atuais 12,75% ao ano.

"O BC se antecipou a subir os juros em relação ao que o mercado tinha previsto. A nossa inflação é alta, temos uma sensação de inflação muito alta, mas em parte porque a inflação mundial está muito alta. Não queremos nos eximir de qualquer responsabilidade, mas esse ponto não pode ser esquecido", argumentou Campos Neto, em audiência pública extraordinária na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O presidente do BC alegou ainda que a inflação projetada para 2023 no Brasil está convergindo para as bandas da meta perseguida pela autoridade monetária. "As expectativas de 2023 estão dentro de corredor de inflação ao contrário de outros países", completou.

Ciclo perto do fim, segundo o mercado

Campos Neto disse ainda que o mercado entende que ciclo de juros no Brasil está perto do fim. Ele lembrou que, como o mundo está com inflação alta e persistente, praticamente todos os bancos centrais estão subindo os juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Brasil foi o primeiro a iniciar esse movimento e a dizer que o problema de inflação era mais persistente. O Brasil subiu mais os juros e colocou em campo mais restritivo. Muitos países ainda estão com juros reais negativos, e por isso o mercado ainda espera que os países desenvolvidos subam muito os juros nos próximos meses", comentou o presidente do BC.

Crescimento global

Campos Neto considerou, porém, que a perspectiva de um menor crescimento global pode impactar a intensidade do aumento dos juros pelos Estados Unidos. "O Brasil é um dos únicos casos em que projeção de FMI de PIB subiu. A projeção de PIB do Brasil deve subir ainda mais, e o mercado já está entre 1,5% e 2%", destacou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Campos Neto citou ainda que na China já se fala em crescimento de 3%. "Isso é importante para emergentes e Brasil. A perspectiva de economia mais fraca na China afeta preço de minério, que é importante para o Brasil", avaliou.

O presidente do BC apontou ainda que os índices de inflação das principais economias centrais parecem parar de desacelerar, com exceção do Reino Unido. "Grande parte dos países está no pior momento da inflação recente. Há piora de percepção global de inflação, Brasil está no meio (do gráfico) da piora. Há países melhores e países piores", completou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV