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BC: Projeção de IPCA acumulado em 4 trimestres até o 3º tri de 2026 sobe de 3,8% para 4,0%

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O Banco Central aumentou a sua projeção para a inflação acumulada em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026, que agora é o horizonte relevante da política monetária. A estimativa subiu de 3,8% para 4,00% no cenário de referência, aproximando-se ainda mais do teto da meta, de 4,5%.

O resultado indica que a trajetória da taxa Selic embutida no relatório Focus - com alta dos juros a 15% no fim do ciclo, em maio, e sem cortes ao longo de 2025 - seria insuficiente para fazer a inflação convergir ao centro da meta, de 3%, no período de seis trimestres observado pelo BC.

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Nesta quarta-feira, 29, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Selic em 1 ponto porcentual, de 12,25% para 13,25%, seguindo o "forward guidance" adotado em dezembro. A decisão ficou em linha com as medianas da mais recente pesquisa Projeções Broadcast e do último relatório Focus.

"Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião", diz o comunicado.

Todas as variáveis observadas pelo comitê se deterioraram entre a sua reunião anterior, de dezembro, e a decisão anunciada nesta noite. As expectativas do mercado para a inflação de 2025 e 2026 subiram de 4,59% para 5,50% e de 4,0% para 4,22%, respectivamente. A taxa de câmbio usada nas estimativas do Copom subiu de R$ 5,95 para R$ 6,0.

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As projeções de inflação do comitê aumentaram em todo o horizonte. A estimativa para 2025 subiu de 4,5% para 5,2%, já acima do teto da meta, de 4,50%. O BC não divulgou projeção de IPCA para fim de 2026.

Todas as estimativas levam em conta a evolução da taxa de câmbio conforme a paridade do poder de compra (PPC), a trajetória de Selic embutida no relatório Focus e o preço do petróleo seguindo a curva futura por aproximadamente seis meses, passando a aumentar 2% ao ano posteriormente.

Também nesse cenário de referência, o Copom ajustou as suas projeções para a inflação de preços livres em 2025 (4,5% para 5,2%) e o terceiro trimestre de 2026 (3,6% para 3,8%). A projeção para os preços administrados passou de 4,5% para 5,2% este ano e 4,4% para 4,6% no horizonte relevante.

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Juros reais

A alta de 1 ponto na taxa Selic manteve o Brasil na segunda posição do ranking de maiores juros reais elaborado pelo site MoneYou, com 9,18%. O País fica atrás apenas da Argentina, com 9,36%, e à frente de Rússia (8,91%), México (5,52%) e Indonésia (5,13%).

O BC calcula que a taxa real neutra de juros do Brasil - que não estimula, nem deprime a economia - é de 5%.

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