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BC destaca aumento de projeções de inflação e incerteza por causa de conflito no Oriente Médio

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central destacou, no comunicado da sua decisão desta quarta-feira, 29, que o conflito no Oriente Médio aumentou tanto as suas projeções de inflação, quanto a incerteza em torno dessas estimativas. Mesmo assim, o colegiado avaliou que havia espaço para continuar "calibrando" a taxa Selic, diante de evidências de que a manutenção dos juros em nível contracionista já levou a uma desaceleração da economia brasileira.

"Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados", diz o comunicado, divulgado nesta quarta.

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Como esperado por quase todo o mercado, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50%, no segundo corte consecutivo dos juros. A baixa aconteceu mesmo diante de um aumento de 0,2 ponto porcentual na projeção de inflação para o fim de 2027, de 3,3% para 3,5%. A partir desta reunião, o quarto trimestre do ano que vem passa a ser o horizonte relevante da política monetária.

O comitê destacou ter considerado "apropriado dar sequência ao ciclo de calibração" dos juros porque há evidências de que a manutenção da taxa de juros em nível contracionista - 15% durante quase todo o ano de 2025 - levou a uma desaceleração da atividade econômica. Isso, segundo o Copom, cria as condições para ajustar o "ritmo e extensão" do processo de calibração, à luz de novas informações, de forma a assegurar um juro compatível com a convergência do IPCA à meta.

Ambiente externo

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O Copom enfatizou também que o ambiente externo permanece incerto, em função da indefinição a respeito da duração, extensão e dos desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais.

"Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", disse o colegiado.

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