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BC da Rússia mantém taxa de juro em 14%

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O Banco da Rússia manteve nesta sexta-feira (11) sua taxa básica de juros em 14% ao ano, diante do avanço das pressões correntes sobre os preços e de riscos inflacionários que seguem predominantes, apesar do crescimento moderado da economia e da desaceleração da demanda.

Em comunicado, a autoridade monetária informou que a inflação persistente acelerou para uma faixa de 5% a 6% em termos anualizados, principalmente devido à redução temporária da capacidade produtiva em alguns setores. O BC russo espera, porém, que a inflação volte a perder força à medida que esses efeitos se dissipem e a demanda agregada avance de forma contida.

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Em julho, os preços com ajuste sazonal avançaram 11,6% em termos anualizados, ante média de 5,3% no segundo trimestre. O núcleo da inflação, na mesma base, avançou de 4,6% para 7%. Segundo o banco central, combustíveis, frutas e hortaliças tiveram influência relevante sobre a dinâmica recente. A inflação anual foi estimada em 6,3% em 7 de setembro.

O Banco da Rússia afirmou que as expectativas de inflação de consumidores, empresas e participantes do mercado financeiro permanecem elevadas e podem dificultar uma desaceleração sustentada dos preços. A instituição disse ainda que os riscos de alta para a inflação aumentaram e superam os desinflacionários no médio prazo, citando desequilíbrios entre oferta e demanda, alta de salários acima da produtividade e tensões geopolíticas.

No cenário-base, a autoridade prevê inflação entre 6% e 7% em 2026, com retorno à meta de 4% em 2027. O BC reiterou que as próximas decisões dependerão da evolução da inflação, das expectativas e dos riscos internos e externos. A próxima reunião de política monetária está marcada para 23 de outubro.

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