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BC chinês reforça política monetária acomodatícia e expansão internacional do yuan offshore

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O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) afirmou que continuará implementando uma política monetária "moderadamente acomodatícia" e reforçou o compromisso de manter condições financeiras frouxas para sustentar a recuperação econômica do país, em meio ao aumento das incertezas externas e dos riscos geopolíticos.

Em relatório sobre a execução da política monetária no primeiro trimestre, a autoridade monetária chinesa destacou que irá flexibilizar o uso de múltiplos instrumentos de política monetária, preservar liquidez abundante e manter as condições de financiamento relativamente acomodatícias. O banco central também afirmou que buscará coordenar melhor as políticas monetária e fiscal e calibrar a intensidade, o ritmo e o timing das medidas de estímulo conforme a evolução do cenário econômico e financeiro.

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O PBoC reiterou ainda que pretende aprofundar a reforma do mecanismo de formação de juros e reduzir os custos de captação dos bancos para manter os custos de financiamento em "níveis historicamente baixos". Segundo o relatório, os juros médios de novos empréstimos corporativos e imobiliários ficaram em torno de 3,1% em março.

A autoridade monetária também sinalizou apoio contínuo a setores considerados estratégicos. O PBoC anunciou no trimestre expansão de 500 bilhões de yuans (US$ 73,5 bilhões) nas linhas de reempréstimo para agricultura e pequenas empresas, além de aumento de 400 bilhões de yuans (US$ 58,8 bilhões) no programa de financiamento para inovação tecnológica e modernização industrial. O BC chinês também criou uma linha de 1 trilhão de yuans (US$ 147 bilhões) voltada a empresas privadas.

No documento, o PBoC afirmou ainda que seguirá promovendo o desenvolvimento do mercado offshore de yuan e apoiando o uso internacional da moeda chinesa. Entre as medidas recentes, o banco central citou acordos de swap cambial, expansão de operações transfronteiriças em yuan e a nomeação de bancos de compensação de yuan no Reino Unido e no Sri Lanka.

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O BC chinês também reiterou o compromisso de manter o yuan "basicamente estável em nível razoável e equilibrado" e prometeu atuar para evitar riscos de movimentos excessivos no câmbio.

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