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Banco Mundial: guerra deve levar PIB do Oriente Médio e Norte da África a cair 2,1% em 2026

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O Banco Mundial estima que a economia do Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão encolherá 2,1% em 2026, após crescer 3,3% no ano passado, em meio aos efeitos da guerra iniciada em fevereiro e ao fechamento do Estreito de Ormuz. A projeção anterior, de junho, apontava alta de 1,6% no PIB da região para esse ano. A instituição afirma que, ao contrário de choques anteriores de energia, os maiores custos recaem agora sobre os países exportadores de petróleo do Golfo.

Segundo a atualização regional, as economias do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) devem se contrair, em média, 4,3% neste ano, diante da queda dos volumes exportados, das perdas de receita pública e dos impactos sobre turismo, aviação e logística. A projeção de junho apontada crescimento de 1,3% em 2026.

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O Banco Mundial também alerta para a alta das pressões inflacionárias, sobretudo via alimentos, à medida que interrupções no transporte marítimo elevam custos de importação e pressionam as cadeias de suprimentos.

Caso o conflito diminua até o fim do ano, o crescimento regional excluindo o Irã pode se recuperar para 7,8% em 2027, impulsionado pela retomada da produção e das exportações de hidrocarbonetos. A instituição ressalva, porém, que danos à infraestrutura, investimentos adiados e colchões fiscais enfraquecidos podem limitar a recuperação.

No médio prazo, o relatório destaca a inteligência artificial (IA) como possível vetor de produtividade no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão. Menos de 10% dos empregos da região enfrentariam risco de automação no curto prazo, enquanto entre 13% e 20% têm potencial relevante de aumento de produtividade com IA.

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