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Balanço da Vale, queda de commodities e NY dificultam alta do Ibovespa após IPCA-15

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A desvalorização das commodities e o viés de baixa dos índices de ações em Nova York, após o rali em três sessões, dificultam um norte do Ibovespa na manhã desta sexta-feira, 25. Na véspera, o principal indicador da B3 fechou na melhor marca deste ano, ao subir 1,79%, aos 134.580,43 pontos. O bom humor refletiu expectativas de que os Estados Unidos e a China entrarão num acordo sobre tarifas.

"O movimento foi bem positivo ontem", pontua Ian Toro, especialista de renda variável da Melver, acrescentando que o desempenho foi reflexo totalmente de narrativas envolvendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China. "Existe uma guerra de narrativas e isso tudo gera muita bagunça, pois fica difícil saber qual é a verdade", afirma Toro.

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Houve especulação de que os EUA e a China tentariam encontrar um acordo comercial, o que não aconteceu até o momento.

O mercado ainda digere relatos de que o governo da China está considerando suspender sua tarifa de 125% sobre algumas importações dos EUA. "Isso seria bom, aliviaria os mercados", estima Toro.

Além disso, investidores avaliam o balanço da Vale e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de abril.

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Conforme Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, na abertura de hoje o Ibovespa demonstra um tom um pouco mais cauteloso, após a forte recuperação ao longo da semana, em que o índice rompeu patamares relevantes de resistência em 130 e 134 mil pontos.

Enquanto isso, as bolsas europeias sobem e a maioria dos índices acionários norte-americanos também avança, após pesquisa final da Universidade de Michigan mostrar que o índice de sentimento do consumidor dos EUA caiu menos do que inicialmente estimado em abril, para 52,2.

Os mercados ainda digerem balanços com resultados destoantes das gigantes de tecnologia Intel e Alphabet. Investidores ainda monitoram a guerra comercial, principalmente entre EUA e china.

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Nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 desacelerou de 0,64% em março para 0,43% em abril, ficando sutilmente acima da mediana de 0,42% das expectativas, mas acelerou de 5,26% para 5,49% no acumulado em 12 meses, taxa idêntica à mediana. O dado deve balizar as apostas para o ciclo de alta da Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano. Os juros futuros avançam após cederem bastante ontem e o dólar à vista cedia 0,07% a R$ 5,6874 por volta das 11 horas.

Ainda fica no foco o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que segue em Washington para as reuniões de Primavera promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial, assim como os diretores Diogo (Política Econômica) e Paulo Picchetti (Assuntos Internacionais).

A despeito do anúncio de medidas chinesas de estímulos, o minério de ferro fechou em queda de 1,87% hoje em Dalian, o que pesa nas ações do setor de metais, especialmente em Vale, que divulgou balanço ontem à noite. Vale caía 1,88%.

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A mineradora registrou lucro líquido de US$ 1,394 bilhão no 1º trimestre de 2025, queda de 17% em relação ao mesmo período de 2024, após prejuízo. Já o petróleo tentava zerar a queda de mais de 1% vista mais cedo e os papéis da Petrobrás também iam na mesma direção.

Às 11h20, o Ibovespa subia 0,10%, aos 134.716,12 pontos, ante alta de 0,25%, na máxima aos 134.922,14 pontos, e mínima aos 134.252,50 pontos (-0,24%).

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