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Azzas registra lucro líquido de R$ 117,8 Mi no 1Tri25, alta de 46,9% ante 1Tri24

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A Azzas 2154, empresa resultante da fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 117,8 milhões, avanço de 46,9% em relação ao mesmo período de 2024. Na visão recorrente, que desconsidera efeitos extraordinários, o lucro foi de R$ 117,7 milhões, crescimento de 15,6% sobre o dado pro forma do ano anterior.

Sem os impactos da Lei 14.789/23, que alterou a tributação de incentivos fiscais estaduais e municipais, o lucro teria alcançado R$ 181,6 milhões, alta de 20,3% na mesma base de comparação, segundo a companhia.

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A Azzas atribui esse desempenho à consolidação operacional após a fusão, com ganhos de escala, diluição de despesas fixas e foco em marcas com maior rentabilidade.

A partir de agosto de 2024, a empresa passou a consolidar os resultados do Grupo Soma. Com isso, os balanços refletem, desde o quarto trimestre, um trimestre completo das operações combinadas.

No fim do ano passado, a Azzas fez uma revisão de portfólio e anunciou a descontinuação de cinco marcas (Alme, Dzarm, Reversa, Simples e TROC), além da revenda da Baw aos seus fundadores.

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A receita líquida, por sua vez, somou R$ 2,696 bilhões entre janeiro e março, alta de 13,9% na comparação anual, impulsionada pelo desempenho das divisões de Vestuário Feminino (+27,1%) e Vestuário Democrático (+19,4%).

Já o Ebitda recorrente foi de R$ 427,7 milhões no trimestre, crescimento de 23,3%. Desconsiderando os efeitos da norma contábil IFRS-16, o Ebitda foi de R$ 359 milhões, avanço de 28,2%.

Para o presidente da companhia, Alexandre Birman, um dos destaques do trimestre foi o avanço da margem Ebitda, que evidenciou a boa alavancagem operacional da empresa. "Com isso, otimizamos despesas e iniciamos a captura de oportunidades de sinergia", disse.

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Neste primeiro trimestre, a alavancagem da empresa passou de 1,1 vez no fim de 2024 para 1,3 vez. Enquanto isso, a margem Ebitda subiu 1,2 ponto porcentual (p.p.), para 15,9%, enquanto a margem bruta atingiu 54,8%, com ganho de 0,3 p.p.

No recorte por canal, as lojas próprias lideraram o crescimento, com alta de 20,9% na receita. O e-commerce cresceu 11,6% e representou 19% da receita das marcas continuadas. Já o canal de franquias teve leve avanço, de 1,4%.

A unidade de Calçados e Acessórios teve desempenho mais modesto, com alta de 4,8%, mas se destacou no mercado internacional, onde a receita avançou 29,3%.

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Em relação a dívida líquida, a companhia encerrou com R$ 2,071 bilhões. Contudo, no trimestre também fechou com caixa de R$ 1,103 bilhões e captou R$ 600 milhões em debêntures, decorrente do alongamento de vencimentos previstos para o segundo semestre de 2025.

Já o capex totalizou R$ 84,4 milhões, uma redução de 11,8% em relação a igual período de 2024. A Azzas informou que os investimentos ficaram concentrados na área de tecnologia, principalmente, nas unidades de negócio de vestuário feminino, democrático e calçados e acessórios.

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