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Aversão a risco global contamina Ibovespa, apesar de alta do petróleo; só 5 ações sobem

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O temor de um prolongamento da guerra no Oriente Médio ativa o modo Risk Off nesta terça-feira, 3, nos mercados mundiais, e na B3 não é diferente. O Ibovespa cai para a faixa dos 182 mil pontos, após abrir no nível de 189 mil pontos, apesar da valorização do petróleo no exterior e do minério de ferro em Dalian, na China. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) fraco no quarto trimestre do ano passado, reforça o clima cauteloso na B3, apesar da alta de 2,3% em 2025 e resultados em linha com o esperado.

Há preocupações elevadas de que o conflito acarretará em mais inflação no mundo. O Irã diz que o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do fluxo global do petróleo, permanece fechado. O país persa ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar por essa rota marítima. Os Estados Unidos negam que a passagem esteja fechada.

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"A notícia oficial do fechamento de Ormuz pelo Irã, que diz que quem ousar passar, ateará fogo eleva a tensão. Vai prejudicar o mundo todo. O cenário de petróleo a US$ 100 o barril pode ser mesmo possível. Neste caso, é mais inflação mundial", diz Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital.

O petróleo avançava mais 9%, enquanto os contratos de gás natural na Europa disparam mais de 20%, após uma paralisação da produção na maior instalação de exportação de gás natural liquefeito do mundo, no Catar. Em Dalian, na China, o minério fechou em alta de 0,67%.

Contudo, as ações da Vale caem 4,45%, contaminando todos os papéis ligados ao minério. Petrobras sobe entre 0,75% (PN) e 1,48% (ON). Ontem, Petrobras renovou suas máximas históricas de preço, em termos ajustados, e voltou a romper os R$ 556 bilhões em valor de mercado, algo que não acontecia desde maio de 2024. Já o Ibovespa fechou em alta de 0,28%, aos 189.307,02 pontos.

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Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro registrou alta de 0,1% no quarto trimestre de 2025 ante o terceiro trimestre de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, subiu 1,8%. No ano de 2025, o PIB cresceu 2,3%. Todos os resultados vieram em linha com as medianas.

Ainda hoje saiu o Caged de janeiro. O mercado de trabalho brasileiro abriu 112.334 postos de trabalho em janeiro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número superou a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que indicava criação líquida de 92 mil vagas (intervalo de 55.304 a 157.231 postos).

Também fica no radar pesquisa Realtime Bigdata divulgada hoje, mostrando que no cenário da disputa presidencial com Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 39% contra 32% do senador do PL no primeiro turno. Ratinho Jr do PSD aparece com 9%, Romeu Zema (Novo) com 2%, Aldo Rebelo (DC) com 2%, Renan Santos (Missão) com 2%, brancos e nulos 7% e não sabem ou não responderam somam também 7%.

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No exterior, ficam no foco discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Às 11h29, o Ibovespa caía 3,65%, aos 182.401,78 pontos, ante recuo de 3,76%, na mínima, após alta de 0,16%, na máxima em 189.602,38 pontos, após abertura em 189.284,26 pontos (-0,01%). Papéis de bancos caíam em torno de 4% em sua maioria. De 85 ações, Brava subia (0,47%), além de Petrobras PN e ON, bem como Prio (1,08%) e Petrorecôncavo (0,08%).

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