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Autorregulação bancária aplica em julho 55 sanções por abusos no consignado

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Após aplicarem 66 sanções a correspondentes bancários por desrespeito às regras do crédito consignado em junho, maior número de punições desde o início da autorregulação, as entidades que representam o setor aplicaram em julho 55 sanções. Conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), foi o segundo maior número de sanções aplicadas em um mês desde janeiro de 2020, quando começaram a autorregular esse segmento do mercado.

Em julho, foram 19 advertências, 34 suspensões temporárias e duas suspensões definitivas. Com essas, já somam 27 as empresas banidas desse mercado por ação das entidades. Até esse ponto, já são 605 sanções aplicadas por atuação irregular no consignado.

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"Por mais um mês, o setor demonstra o seu empenho em coibir os abusos ao qualificar os correspondentes, impedindo a perpetuação de práticas abusivas", disse por meio de nota o presidente da Febraban, Isaac Sidney. "As medidas punitivas para proteger os consumidores contra práticas lesivas continuam e continuarão sendo adotadas na intensidade necessária", emenda a presidente da ABBC, Sílvia Scorsato.

A adesão à autorregulação é voluntária, mas as 32 instituições signatárias respondem por aproximadamente 99% do volume total da carteira de crédito consignado no País, conforme as entidades que representam os bancos. Pelas regras assumidas, é considerada falta grave qualquer forma de captação ou tratamento inadequado dos dados pessoais dos consumidores e os bancos que não aplicarem as sanções podem ser multados pelo Sistema de Autorregulação por conduta omissiva em até R$ 1 milhão.

Segundo a Febraban, do início da autorregulação até 1º de setembro os pedidos de bloqueio de telefones para o recebimento de ligações de oferta indesejadas sobre crédito consignado registradas na plataforma "Não me Perturbe" (https://www.naomeperturbe.com.br) ultrapassaram os 2 milhões.

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