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Atualização: Justiça determina revisão de indenização à usina que vendeu crédito ao Master

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A Advocacia-Geral da União (AGU) atualizou na quinta-feira, 23, o valor da indenização devida pela União à usina Cambahyba em razão da política de preços do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. Em nota enviada à imprensa no período da tarde da quinta, o órgão afirmava que o valor era de R$ 2,5 bilhões, conforme matéria publicada logo na sequência. Mais tarde, a AGU informou que, com as atualizações legais, o valor da indenização que será revista chega a R$ 4,2 bilhões.Segue o texto atualizado com o novo título

Justiça determina revisão de indenização de R$ 4,2 bi a usina que vendeu crédito ao Master

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou a realização de uma nova perícia sobre os prejuízos sofridos pela usina Cambahyba devido à política de preços no setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. A empresa é uma das usinas que venderam precatórios ao Banco Master.

A determinação atende a um pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que fosse revertida a decisão da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que ordenou o pagamento de R$ 4,2 bilhões em indenização à companhia.

Segundo a AGU, os cálculos homologados na primeira instância contêm graves erros materiais, tese que foi acolhida por unanimidade pela 7ª Turma Especializada do TRF2.

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O órgão sustenta, por exemplo, que não foram demonstrados a origem dos valores e afirma que os livros de produção diária, utilizados como base, são insuficientes para comprovar o real prejuízo econômico da empresa. Diz ainda que o cálculo ultrapassa o período de intervenção federal permitido por lei.

Com base nisso, a AGU pediu a apresentação de notas fiscais de venda por parte da usina.

Em seu voto, o relator do caso, desembargador Ferreira Neves, citou o princípio da vedação ao enriquecimento sem causa, previsto no Código Civil, ao dizer que "indenizar uma empresa com base apenas em tabelas teóricas, ignorando sua contabilidade real e suas notas fiscais de venda, pode transformar uma indenização em um prêmio injustificado, pago com dinheiro público".

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Na quarta-feira, 23, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cancelou 16 precatórios de usinas que compraram créditos do Master e determinou a devolução de mais R$ 4,7 bilhões aos cofres públicos. A medida atendeu a pedido da AGU.

Nas redes sociais, o advogado-geral da União, Jorge Messias, comemorou a liminar do CNJ e citou a relação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) com Vorcaro. "Tem candidato a Presidente da República que procurou o dono do Banco Master para pedir milhões em benefício de sua própria família (...) Já o governo do Presidente impediu a concretização desse prejuízo", afirmou em postagem feita na última quarta-feira.

A compra de precatórios por uma fração do preço original era uma estratégia usada por Daniel Vorcaro para inflar artificialmente o balanço do Master. O banco adquiria esses papéis por 10% a 20% do valor da dívida e depois contabilizava os títulos com valores bilionários.

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Como revelou o Estadão, o Master tinha pelo menos R$ 16 bilhões em precatórios e pré-precatórios - dos quais R$ 10 bilhões correspondiam a títulos do setor sucroalcooleiro.

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