Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Atacado relata escassez de mão de obra qualificada, diz estudo da FecomercioSP

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O setor atacadista relata dificuldades tanto para encontrar quanto para reter profissionais e aponta pressões sobre custos de pessoal diante do quadro de falta de mão de obra qualificada. A situação é retratada por um estudo realizado pela FecomercioSP, entidade que representa empresas de comércio, serviços e turismo do Estado de São Paulo.

O registro tímido na geração de vagas em áreas de alta tecnologia (254 postos em junho) é visto como um reflexo direto da escassez de profissionais especializados no setor. "O pleno emprego é uma conquista para o País, mas, para o empresário atacadista, tornou-se também uma batalha diária encontrar e reter bons profissionais. O capital humano virou o grande diferencial competitivo", comenta Ronaldo Taboada, presidente do Conselho do Comércio Atacadista (CCA), um dos colegiados da FecomercioSP.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A dificuldade em manter trabalhadores é outro problema citado. O tempo médio de permanência no emprego em empresas do atacado paulista, que dez anos atrás girava ao redor de 28 meses, hoje está em 26 meses. Em três setores - produtos farmacêuticos, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e matérias-primas agrícolas e animais vivos -, os funcionários não chegam a completar dois anos numa mesma companhia.

A rotatividade crescente, observa a FecomercioSP, compromete as operações e gera custos elevados de substituição de trabalhadores. A participação dos jovens no setor caiu: se em 2010 representavam 22% dos postos com carteira assinada, agora são apenas 17%. A conclusão é a de que há um menor interesse das novas gerações em atuar no setor atacadista.

Conforme o estudo, a disputa por profissionais qualificados tem afetado o custo operacional e o modelo de negócio. "As empresas não podem se limitar a oferecer salários mais altos. É preciso investir em ambiente saudável, benefícios consistentes e, sobretudo, em planos reais de carreira. Sem isso, a rotatividade continuará corroendo margens e produtividade", comenta Taboada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A saída das empresas, orienta a FecomercioSP, passa pela formação de profissionais "do zero", ao invés de esperar pelo candidato pronto, a adoção de políticas de valorização profissional e investimentos em tecnologia e treinamento, de modo a reduzir a dependência de mão de obra.

A entidade orienta ainda que as empresas lancem programas de atração das novas gerações de profissionais. A escassez de mão de obra, frisa a FecomercioSP, exige que os empresários redobrem os esforços na gestão de pessoas para garantir equipes qualificadas e engajadas.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV