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Ásia-Pacífico deve crescer 4,6% em 2024 e 4,4% em 2025, projeta FMI

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O Produto Interno Bruto (PIB) da região Ásia-Pacífico deve avançar 4,6% em 2024, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada nesta quinta-feira, 31. O valor é 0,1 ponto porcentual maior do que a projeção anterior, de abril. Para 2025, a expectativa também foi acrescida em 0,1 ponto porcentual, para 4,4%.

Segundo o relatório do FMI, apesar da melhora na perspectiva, riscos crescentes também exigem cautela com a formação de políticas. O crescimento econômico da região ser moderado, à medida que o impulso pós-pandemia diminui e fatores demográficos como o envelhecimento da população cada vez mais freiam a atividade, de acordo com o documento. Ainda assim, a expectativa do FMI é de que a região contribua com cerca de 60% para o crescimento global em 2024.

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O crescimento em muitos países tem sido forte, com quase toda a Ásia se beneficiando da demanda robusta de exportação no primeiro semestre do ano, apesar do cenário de aperto monetário. A inflação recuou em boa parte da região, embora algumas economias avançadas ainda estejam lidando com serviços pegajosos e pressões de preços salariais que complicam o estágio final da desinflação, disse o FMI. O fundo prevê que a inflação retornará às metas de política na maioria dos países no início do próximo ano.

Em 2025, uma política monetária mais acomodativa deve dar suporte à atividade à medida que a reversão dos bancos centrais continua. Essa resiliência é motivo para otimismo cauteloso, mas um cenário de risco piorando lança uma sombra sobre o que está por vir para as economias da Ásia. A preocupação com a perspectiva de crescimento global vem aumentando em várias frentes, incluindo conflitos no Oriente Médio, incerteza sobre a eleição dos Estados Unidos, recuperação lenta da China e volatilidade do mercado financeiro. "Os riscos agora estão inclinados para baixo", disse o FMI.

"Uma gestão macroeconômica cautelosa e ágil será necessária para orientar as economias da Ásia no período à frente", concluiu o relatório. *Com informações de Dow Jones Newswires.

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