Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Arroz: Conab formaliza revogação do leilão de 263 mil t e cancela certame previsto para amanhã

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) formalizou nesta quarta-feira, 12, a revogação do leilão de compra pública de 263,3 mil toneladas de arroz importado e beneficiado tipo 1, realizado na última quinta-feira (6). Ontem, o governo federal anunciou a anulação do certame público. Em comunicado direcionado às Superintendências Regionais, às bolsas de mercadorias e demais interessados, a Conab informou que o leilão foi revogado e que o certame público previsto para amanhã para compra de 36,6 mil toneladas foi cancelado. O comunicado é assinado pelo diretor executivo de Operações e Abastecimento da Conab, Thiago José dos Santos, e pelo diretor presidente da companhia, Edegar Pretto.

A anulação do leilão foi anunciada ontem pelo Executivo após suspeitas de irregularidades no certame público e questionamentos quanto à capacidade, à qualificação e à idoneidade das empresas vencedoras. O governo alegou que foi detectada "fragilidade financeira das empresas" em cumprir o previsto no edital. As quatro companhias arrematadoras dos lotes são desconhecidas no setor de grãos e três delas não possuem atuação comprovada com a operação de importação e distribuição de grãos. Como mostrou o Estadão, uma fabricante de sorvetes, uma mercearia de bairro especializada em queijo e uma locadora de veículos estão entre as vencedoras do leilão promovido pelo governo. Das quatro empresas vencedoras do leilão, apenas uma - a Zafira Trading - atua no ramo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Além disso, suscitaram suspeitas de conflito de interesse e as acusações de tráfico de influência no certame público, como mostrou o Broadcast Agro. A suspeita de conflito de interesse deve-se ao fato de que a Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso (BMT), que negociou 116 mil toneladas das 263,3 mil toneladas vendidas no leilão, é presidida por Robson Luiz de Almeida França, ex-assessor parlamentar do então secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, quando este era deputado federal. Além disso, a Foco Corretora de Grãos, empresa de França, foi a principal corretora do leilão. França também é sócio de Marcello Geller, filho do ex-secretário, em outras empresas. Geller foi demitido do cargo nesta terça-feira. O ex-secretário nega o favorecimento a França e o envolvimento do seu filho, Marcello, no leilão.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV