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Arrecadação soma R$ 229,249 bilhões em março, alta real de 5% ante um ano, diz Receita

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A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 229,249 bilhões em março, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 28. O montante ficou em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ R$ 229,750 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 192,0 bilhões a R$ 235,30 bilhões.

O resultado de março representa uma alta de 4,99% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado para meses de março desde 2000, o início da série histórica.

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A receita previdenciária somou R$ 61,840 bilhões, crescimento real de 4,95% frente a março de 2025. Segundo a Receita, o resultado foi puxado pela alta real de 2,0% da massa salarial em fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, além da expansão de 15,10% no montante de compensações tributárias com débito da receita previdenciária no mês passado, na comparação interanual.

A arrecadação com o Imposto de Importação e com o IPI vinculado à importação somou R$ 12,687 bilhões, 31,56% acima do mesmo nível de março de 2025, descontada a inflação. Essa alta reflete aumentos reais de 37,92% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação, de 34,51% do IPI vinculado e de 21,69% no valor em dólares das importações. A queda de 8,97% na taxa média de câmbio limitou o aumento.

As receitas com o IOF, por sua vez, aumentaram 50,06% acima da inflação frente a março de 2025, e atingiram R$ 8,347 bilhões. "Esse desempenho decorre, principalmente, das operações de crédito, seguros e referentes à saída de moeda estrangeira, especialmente em decorrência de alterações legislativas implementadas em junho de 2025", diz a Receita, em relatório.

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Acumulado

A arrecadação de impostos e contribuições federais até março de 2026 somou R$ 777,117 bilhões, informou a Receita. O montante representa alta de 4,58% na comparação com 2025, descontada a inflação do período. Segundo o órgão, é a maior arrecadação no primeiro trimestre desde 2000.

No relatório de divulgação, o Fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 à receita previdenciária, que teve uma arrecadação de R$ 187,366 bilhões, com crescimento real de 5,37%.

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Esse resultado decorreu, segundo o órgão, do crescimento real de 3,26% da massa salarial e de 4,56% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de março de 2026 em relação a março de 2025.

Além disso, houve crescimento de 18,06% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a março de 2025.

O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 153,126 bilhões, representando crescimento real de 5,60%. Esse resultado decorre, principalmente, do aumento de 0,69% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 2,49% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, em relação ao período compreendido entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

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Além da recuperação da arrecadação relativa a setores inseridos no Perse e ao setor de combustíveis e do desempenho positivo dos serviços financeiros, do setor de eletricidade e gás e do Simples Nacional.

O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 25,256 bilhões, representando crescimento real de 44,45%. O desempenho vem de operações relativas às operações de crédito, seguros e relativas à saída de moeda estrangeira

O governo aumentou a alíquota do IOF em junho de 2025 depois de uma série de impasses com o Congresso. A mudança tem turbinado a arrecadação dessa rubrica.

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O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de 37,180 bilhões, representando crescimento real de 20,40%. O resultado do período pode ser justificado, principalmente, pelos aumentos nominais de 40,21% na arrecadação do item "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)" e de 25,06% na arrecadação do item Juros sobre Capital Próprio (JCP).

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%.

O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.

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