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Appy defende gestão centralizada e compartilhada de conselho federativo na tributária

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O secretário extraordinário de reforma tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, defendeu nesta terça-feira, 22, a criação do conselho federativo, órgão que fará a gestão dos valores arrecadados com o imposto que será repartido entre Estados e municípios com a aprovação da reforma tributária. Para Appy, o modelo de gestão centralizada e compartilhada é crucial para o sucesso do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

A criação do conselho federativo vem sendo amplamente discutida, tanto por divergências no modelo de governança quanto por temores da criação de um órgão com "superpoderes" para definição de políticas tributárias.

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Appy defendeu, durante a primeira audiência pública de discussão da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que o desenho atual do conselho é de um órgão "estritamente técnico".

"O Conselho terá a aplicação de um algoritmo. O Congresso Nacional vai definir em lei complementar, com precisão, sem depender de nossa sugestão e com fórmulas, qual vai ser o critério de repartição dos recursos para estados e municípios. O Conselho é importante porque é melhor um modelo de gestão centralizada e compartilhada", comentou o secretário.

Appy afirma que, do ponto de vista de empresas e exportadores, o conselho é melhor porque simplifica a necessidade de contato com diferentes Fiscos e porque fará a compensação de créditos tributários, que não passarão por Estados e municípios para serem devolvidos às empresas que tenham esse direito. Para ele, isso dribla a resistência de alguns entes a fazerem a devolução e garante para as empresas que elas receberão os valores.

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Além disso, ele destacou que o conselho é benéfico também do ponto de vista federativo, por centralizar e uniformizar as regras. Ele admitiu que há questões políticas no conselho federativo, no entanto. "A governança do conselho é questão política, e não técnica", disse.

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