Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Após 4 meses ruins, Ibovespa inicia novembro em alta de 1,98%

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ibovespa fechou outubro caindo com Petrobras e inicia novembro, espremido entre domingo e feriado, subindo com Petrobras (ON +3,72%, PN +2,75%). Ao final desta primeira sessão do novo mês, o índice da B3 mostrava recuperação de 1,98%, aos 105.550,86 pontos, após ter fechado a sexta-feira no menor nível desde 12 de novembro, há quase um ano. Hoje, oscilou entre mínima de 103.513,62 pontos, da abertura, e máxima de 106.135,93, da tarde, com giro a R$ 27,0 bilhões no encerramento. No ano, a perda do índice está agora em 11,31%, vindo de queda nos últimos quatro meses, de 6,74% em outubro e de 6,57% em setembro.

A falta de adesão à greve de caminhoneiros, que havia sido convocada para esta segunda-feira, foi recebida com alívio pelo mercado, retirando assim um novo fator que poderia agravar as preocupações quanto à inflação neste fim de ano. Dessa forma, o Ibovespa pôde se reconectar ao exterior positivo após ter perdido a carona em outubro, quando as referências de Nova York voltaram a renovar máximas históricas e o mercado local não conseguiu nem de longe acompanhar, pressionado pelas incertezas sobre a trajetória fiscal do País.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na quarta-feira, depois do feriado brasileiro, a atenção estará concentrada na reunião de política monetária do Federal Reserve, com a expectativa para anúncio oficial do início do "tapering", como é conhecida a retirada de estímulos monetários, primeiro passo no processo de redução de liquidez e de aumento do custo de crédito na maior economia do mundo, com consequências globais. Aqui, expectativa para a votação, no mesmo dia, da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados, passo decisivo para viabilização do financiamento ao Auxílio Brasil.

Enquanto a quarta-feira não vem, na B3 "a queda do mês passado fez com que muitos papéis ficassem atrativos", observa em nota a equipe de análise da Terra Investimentos. "Ainda assim, o mercado segue de olho em questões relacionadas ao risco fiscal, inflação e aumento de juros", acrescenta.

Outro fator acompanhado de perto pelo mercado é a queda-de-braço do presidente Jair Bolsonaro com o comando da Petrobras sobre reajuste de combustíveis. Após ter criticado na semana passada o elevado lucro da empresa, e defendido que a estatal tem "papel social" a desempenhar, Bolsonaro disse hoje, em Roma, que a semana será de "jogo pesado" com a Petrobras, sem detalhar qual seria a estratégia do governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele disse ter sido informado, de forma extraoficial, que a Petrobras fará novo reajuste nos preços dos combustíveis dentro de 20 dias. "Isso não pode acontecer", afirmou Bolsonaro sobre o novo aumento. "Ideal, falei com Paulo Guedes ministro da Economia, é partirmos para privatizar a Petrobras", afirmou Bolsonaro.

Apesar da fala de Bolsonaro sobre a Petrobras, o dia foi de recuperação bem distribuída pelos setores e empresas de maior peso, todos no azul na sessão, inclusive empresas públicas, como BB ON (+2,28%). Os papéis de varejistas também avançaram em bloco, com destaque para Magazine Luiza (+4,53%), Americanas ON (+5,12%) e Via (+8,13%).

"Os varejistas foram muito impactados recentemente pelos juros e inflação, assim como a questão fiscal e o temor com a greve dos caminhoneiros, que acabou tendo pouca adesão. Hoje, com o clima mais favorável por aqui e no exterior, investidores aproveitaram para fazer posição, porque entendem que essas ações estão baratas e têm bons fundamentos", diz Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Semana mais curta e com os investidores ainda digerindo as perdas de outubro. O mercado está muito dividido sobre o que esperar da Bolsa em novembro, essa é a realidade: os resultados corporativos até têm vindo bem, mas o caos político e o custo Brasil, que vem se elevando pela perspectiva monetária brasileira, têm prejudicado a precificação da Bolsa, onde ela está e até onde pode chegar", diz Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos.

Para Braulio Langer, analista da Toro Investimentos, a recuperação ensaiada hoje pelo Ibovespa numa véspera de feriado, em que o volume costuma ser mais fraco, não chega a "emocionar". "Graficamente", ainda é provável que o Ibovespa venha a testar a região dos 100 mil pontos, diz Langer. "E dependendo da velocidade, se chegar lá e romper, pode ir aos 93 mil pontos", correspondente ao suporte seguinte, acrescenta o analista da Toro.

Na ponta do Ibovespa nesta segunda-feira, destaque para forte recuperação em Banco Inter (Unit +19,18%, PN +18,40%), à frente de Cogna (+12,90%), Méliuz (+10,57%), Azul (+8,97%) e Gol (+8,37%). O avanço das ações do Inter foi puxado pelo anúncio de que o Nubank, seu principal concorrente digital, distribuirá BDRs para clientes após a realização de IPO na Bolsa de Nova York (Nyse). Na face oposta do índice, JBS (-4,84%), Marfrig (-4,00%), CCR (-2,80%) e Assaí (-2,03%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os grandes bancos, os ganhos chegaram a 5,26% (Unit do Santander) nesta segunda-feira, em dia também positivo para Vale ON (+0,99%), mas misto para siderurgia (CSN ON +1,62%, Usiminas PNA -1,13%, Gerdau PN -1,12%).

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV