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Aneel deve aprovar novas regras de subsídios na tarifa de energia até abril de 2025, diz Zymler

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O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler informou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), em resposta por e-mail, que até abril de 2025 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá aprovar uma resolução normativa com novos critérios regulatórios para os descontos na Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), que impactam a conta de luz. A perspectiva é que as novas regras sejam mais restritivas à concessão desses benefícios.

No mês passado, o órgão regulador solicitou ao Tribunal a prorrogação do prazo para a aprovação do novo normativo. A data anterior era 8 de outubro de 2024 e a previsão atualizada é 8 de abril de 2025. Uma consulta pública já foi realizada.

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O ministro do TCU apontou que a Agência vem adotando "medidas significativas" para evitar irregularidades na concessão de subsídios para usinas geradoras de energia elétrica. Segundo ele, o processo de monitoramento está sendo feito.

Uma representação na Corte de Contas já tratou especificamente sobre o desconto de 50% aplicado à TUST e à TUSD para fontes de energia incentivadas - no limite de 300 MW. Foi apontado que a Aneel poderia estar concedendo esses descontos de forma irregular, permitindo o fracionamento de empreendimentos maiores em projetos menores. Na prática, possibilitando o benefício para projetos que ultrapassam o limite de 300 MW.

"Essas ações novas regras do regulador visam garantir que o subsídio seja concedido de forma justa, respeitando o limite legal e impedindo que práticas de fracionamento de projetos resultem em custos excessivos para os consumidores de energia elétrica", apontou.

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Sustentabilidade do setor de distribuição

Está em andamento no TCU uma auditoria focada na análise da sustentabilidade econômico-financeira das concessões de distribuição de energia elétrica. Benjamin Zymler mencionou que, no momento, reuniões com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia (MME) estão ocorrendo, enquanto a equipe de fiscalização examina a documentação recebida.

A análise está concentrada, por exemplo, na avaliação dos riscos comerciais, como perdas não técnicas e inadimplência - que podem gerar redução significativa de receita para as distribuidoras.

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Outro ponto de atenção é como as concessões de energia elétrica estão sendo impactadas pelos riscos de mercado relacionados a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) e a abertura de mercado. A preocupação é com a perda de mercado das concessionárias e a transferência de encargos e custos ao consumidor cativo remanescente.

"Com esse trabalho, o TCU busca aperfeiçoar a regulação e contribuir para a sustentabilidade das distribuidoras, minimizando riscos de intervenções e caducidade de concessões", declarou o ministro.

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