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Allos tem lucro líquido de R$ 273,6 milhões no 3º trimestre, salto de 151% em um ano

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A Allos, maior conglomerado de shoppings do País, teve lucro líquido de R$ 273,6 milhões no terceiro trimestre de 2026, um salto de 151% em relação ao mesmo período de 2025.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 580,1 milhões, avanço de 19,5% na mesma base de comparação anual. A margem Ebitda cresceu 1,5 pontos porcentuais, para 74,7%.

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O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) chegou a R$ 384,5 milhões, aumento de 26,1%. A margem FFO subiu 3,5 pontos porcentuais, para 49,5%.

A receita líquida totalizou R$ 776,5 milhões, alta de 17,1%.

O crescimento nos resultados da Allos é reflexo da melhora nas suas principais linhas de negócios, com destaque para o segmento de mídia e de desenvolvimento imobiliário no trimestre. Além disso, a empresa cortou despesas através do seu programa de simplificação operacional, o que contribuiu para melhora das margens de lucro.

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"O balanço demonstra a assertividade e a resiliência da nossa estratégia. Temos conseguido entregar bons resultados, apesar do cenário desafiador", ressaltou a diretor financeira e de relações com investidores, Daniella Guanabara.

"Chegamos a 15 trimestres consecutivos de crescimento desde a fusão. Isso é muito relevante", disse Guanabara, lembrando da combinação de negócios entre Aliansce e BrMAlls, que deu origem à Allos.

Setores

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A receita de serviços da Allos teve expansão de 31,4% no terceiro trimestre, para R$ 113 milhões, puxada pela ampliação da Hello, de mídia em espaços comerciais. No trimestre, a Helloo assumiu a operação de mídia em mais 6 aeroportos, totalizando 12.

Outro destaque foi o setor de desenvolvimento imobiliário, que contribuiu com uma receita de R$ 50,4 milhões. Isso decorreu do empreendimento lançado no Shopping da Bahia em parceria com a Moura Dubeux. Esse projeto terá 612 apartamentos e conexão com o shopping.

A receita de locação de espaços aos lojistas teve um desempenho mais discreto. Ela chegou a R$ 497,3 milhões no trimestre, uma alta de apenas 1,7%. Já a receita de estacionamentos foi a R$ 140,4 milhões, aumento de 11,1%.

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A empresa também apurou R$ 19,9 milhões na linha de "outras receitas", puxada pelo recebimento do seguro de lucro cessantes pelo incêndio no Shopping Tijuca, no começo do ano. As despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 5,7%, para R$ 108,1 milhões, resultado do programa de eficiência organizacional.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) ficou em despesa de R$ 144 milhões, estável na comparação anual.

A Allos fechou o trimestre com dívida líquida de R$ 4 bilhões, aumento de 9,9% ante o segundo trimestre deste ano. A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) subiu para 1,8 vez, de 1,7 vez.

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Dividendos para o ano que vem

A Allos também informou que projeta dividendos entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação, por mês, em 2027. Assim, o guidance mantém o mesmo patamar de 2026. O grupo prevê ainda que a alavancagem para 2027 fique em torno de 2,0 vezes.

"Esses guidances reforçam nosso compromisso de retorno ao investidor e transparência com a previsibilidade. É algo que dá segurança em tempos de incerteza", disse a diretora financeira.

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