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Alívio nos juros e NY são insuficientes para animar Ibovespa em meio a recuo de commodities

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Novos sinais de desaquecimento da atividade norteiam o Ibovespa no início do pregão desta quinta-feira, 13. A apesar desses indícios, que joga os juros futuros para baixo, o Índice Bovespa opera em baixa. O recuo é moderado em parte na elevação das bolsas em Nova York nesta manhã, onde saíram dados de inflação ao produtor e os pedidos semanais de desemprego dos EUA.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) norte-americano saiu um dia depois de o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mais alto do que esperado ter alterado as apostas de corte do juro americano, de junho para setembro. O PPI subiu 0,4% em janeiro ante dezembro (previsão de 0,3%). Na comparação anual, avançou 3,5% em janeiro, acima dos 3,2% esperados. Já o núcleo do PPI, que exclui itens voláteis -, subiu 0,3% em janeiro na margem e avançou 3,6% no confronto interanual.

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"Assim como o CPI, o PPI veio forte e com um núcleo elevado. Ontem a precificação da próxima queda de juros nos Estados Unidos mudou de junho para setembro. Mas vale lembrar que no ano passado havia a expectativa de queda iniciando em março, o que não aconteceu. Ainda vemos dados muito resilientes", avalia Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

A desvalorização das commodities influencia negativamente. Nesta quinta-feira, em Dalian, na China, o minério de ferro encerrou a sessão com queda de 1,52% e o petróleo recua em torno de 1,00%, em meio a expectativas de um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. Ainda segue no radar a possibilidade de um anuncio pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifas recíprocas.

Após o recuo inesperado no volume de serviços em dezembro, informado ontem, hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em dezembro ante novembro. O resultado veio idêntico à mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. Fecho 2024 com expansão de 4,7%.

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Quanto ao varejo ampliado - que inclui as atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício -, as vendas caíram 1,1% em dezembro ante novembro. O resultado contrariou a mediana das estimativas, de alta de 0,1%. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 4,1% em 2024.

"Até teve crescimento em 2024, boa parte no primeiro semestre muito por conta ", pontua Enrico Cozzolino, head de análise da Levante, Enrico Cozzolino.

Segundo ele, a retração registrada no varejo em dezembro de 2024 em relação a novembro reflete basicamente o dólar alto, que acaba por encarecer alguns produtos e gera mais inflação. "A queda não é reflexo do mercado de trabalho, da renda ou da inflação propriamente dita, é desvalorização cambial vista principalmente nos últimos três meses de 2024%, explica.

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No campo corporativo, a Suzano informou prejuízo líquido de R$ 6,737 bilhões no quarto trimestre de 2024, em contraste com o lucro de R$ 4,515 bilhões no mesmo período de 2023. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 6,481 bilhões, com alta de 44% em relação ao visto um ano antes. Já a receita líquida foi de R$ 14,177 bilhões, alta de 37% na comparação anual. A ação da empresa, por sua vez, subia 0,74%

Já a Vale confirmou que lançará amanhã o programa Novo Carajás, para melhorar a produção de minério de ferro e acelerar o crescimento da produção de cobre da mineradora.

Ontem, o Índice Bovespa fechou em baixa de 1,69%, aos 124.380,21 pontos.

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Às 11h31 desta quinta, o Ibovespa cedia 0,46%, aos 123.807,84 pontos, ante mínima a 123.777,69 pontos (-0,48%), na mínima, e abertura em 124.372,20 pontos (-0,01%) e máxima em 124.375,16 pontos, variação zero. No setor de commodities, as principais ações cediam: Vale caia 1,11% e Petrobras recuava entre 0,58% (PN) e 0,53% (ON).

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