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Alívio nos juros e alta de commodities são incapazes de animar Ibovespa com NY fechada

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O Ibovespa opera indefinido no início da sessão desta quinta-feira, 9, sem a referência das bolsas norte-americanas. Os mercados de ações em Nova York não abrem hoje e os de Treasuries fecham mais cedo devido ao funeral do ex-presidente dos EUA Jimmy Carter. Assim, a liquidez deve continuar reduzida. Ontem, o giro financeiro na B3 foi de R$ 19,4 bilhões.

No foco, ficam discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e a China, em meio a expectativas de medidas de estímulo à economia após a divulgação de índices fracos de inflação do país.

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O Ibovespa abriu aos 119.624,75 pontos, perto da máxima em 119.911,69 pontos, quando avançou 0,24%. Na mínima intradia atingiu 119.552,30 pontos (-0,06%). Há pouco, acelerou o ritmo de alta, mas o movimento é insuficiente para levá-lo aos 120 mil pontos.

Algumas ações mais sensíveis a juros avançam em meio ao fechamento moderado da curva e alguns papéis de empresas de commodities também apresentam ganhos. Vale por exemplo tinha alta de 1,07% perto das 11 horas, após elevação do minério de ferro hoje em Dalian, na China. Petrobras apresentava valorização de 0,38%, com o petróleo subindo em torno de 0,30%.

"É um dia de liquidez baixa. Nos Estados Unidos prevalece a preocupação com a inflação, como indicou ontem a ata do Fed. As apostas indicam manutenção do juro básico americano na próxima reunião do Fed. Isso pressiona o dólar e mantém o nosso problema, que é o fiscal", avalia Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.

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Em Dalian, o minério de ferro fechou com alta de 0,53% hoje. Aliás, na China saíram dados de inflação. A taxa anual de preços ao consumidor (CPI) chinês desacelerou para 0,1% em dezembro, ante 0,2% em novembro, em uma indicação de que pressões deflacionárias persistem na China.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, aos 119.624,51 pontos devido a principalmente incertezas com a nova gestão de Donald Trump à frente da Casa Branca, que tem prometido uma administração mais protecionista.

Por aqui, ainda que as tensões mais agudas tenham sido estancadas com a aprovação do pacote fiscal, preocupações com os rumos da política econômica persistem, limitando qualquer melhora, pontua Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, em relatório.

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Ao mesmo tempo os investidores avaliam os dados do varejo brasileiro, informados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No geral, os resultados vieram piores do que o esperado por especialistas e reforçaram a ideia de que a atividade está desaquecendo.

Neste sentido os juros futuros cedem, estimulando algumas ações mais sensíveis ao ciclo econômico na B3. Automobi liderava os ganhos, com 2,86%, seguida por Azul, com 2,85%. . Os papéis reagem à notícia de que a Azul e a Abra, controladora da Gol, preparam memorando de entendimento para negociar possível união das companhias.

Entretanto, o arrefecimento dos juros futuros é incapaz de tirar do radar as expectativas duas elevações de 1 ponto porcentual da taxa Selic nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) em janeiro e em março diante do hiato do produto mais alto em três décadas, conforme cálculos da Fundação Getulio Vargas (FGV) obtidos com exclusividade pelo Broadcast.

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Às 11h07, o Ibovespa caía 0,04%, aos 119.577,77 pontos. A maior queda era Magazine Luiza, com 3,73%, acompanhada por MRV, com 2,83% de baixa.

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