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Alívio no IPCA e alta em NY além do petróleo estimulam Ibovespa aos 137 mil pontos

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A alta do petróleo e dos índices de ações em Nova York somada ao alívio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio joga o Ibovespa para cima nesta terça-feira, 10. Com a agenda esvaziada no exterior, o foco lá fora segue no segundo dia de discussão comercial entre os Estados Unidos e a China.

Nem mesmo o recuo de 0,85% do minério de ferro em Dalian impede a alta. Ontem, o Ibovespa fechou em queda de 0,30%, aos 135.699,38 pontos.

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"O IPCA deu um pouco de fôlego ao índice, que estava engatando um movimento corretivo ontem", avalia Thiago Lourenço, economista da Manchester Investimentos.

Conforme Lourenço, a desaceleração do IPCA reforça o caminho de que a inflação não sugere mais grande risco. "Esse dado ajuda a justificar os preços atuais da Bolsa", completa o economista da Manchester.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de maio desacelerou alta a 0,26%, após 0,43% em abril. O resultado coincidiu com o piso das estimativas na pesquisa feita pelo Projeções Broadcast, cujo teto era de 0,43%, com mediana em 0,34%. No acumulado de 12 meses, o IPCA atingiu 5,32%, ainda acima do teto de 4,50% da meta.

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Em meio à divulgação, os juros futuros caem e beneficiam algumas ações mais sensíveis ao ciclo econômico, como varejistas na B3. Além disso, o arrefecimento da inflação brasileira instiga apostas de que o ciclo de elevação da Selic foi concluído no Comitê de Política Monetária (Copom) de maio, com a taxa em 14,75% ao ano.

Apesar dessa percepção, o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, pondera que há outros fatores além de preços que tendem a influenciar na definição dos juros, como a atividade. "A inflação de maio tem um comportamento bem mais tranquilo e é uma surpresa positiva. Pode ajudar no argumento de que o BC não precisa elevar mais a Selic, mas outros temas são levados em conta, principalmente a atividade", diz.

Às 11h24, o Ibovespa subia 1,00%, aos 137.057,13 pontos, ante alta de 1,23%, com máxima aos 137.369,35 pontos, e mínima de abertura em 135.716,01 pontos (alta de 0,01%). Ações mais sensíveis a juros são destaques de elevação, caso de Magazine Luiza (4,54%), Pão de Açúcar (3,65%) e Azzas, acima de 3,00%.

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