Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Aliados tentam atrelar arrecadação do IOF à manutenção de emendas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Para diminuir a resistência do Congresso ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), governistas têm argumentado que uma rejeição à proposta pode significar um congelamento de emendas parlamentares ainda maior.

Do corte de R$ 31,3 bilhões no Orçamento anunciado na semana passada - entre contingenciamento e bloqueios de verbas -, pelo menos R$ 7,8 bilhões são recursos que atenderiam os congressistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo governistas, uma revisão total do aumento do imposto pode ter um efeito ainda maior sobre os recursos que os deputados e senadores enviam para suas bases eleitorais: mais de R$ 12 bilhões dessas emendas podem ser bloqueados e contingenciados caso o aumento integral do IOF seja revisto.

Do decreto que mudou as alíquotas do IOF para diversas operações, o governo já recuou da taxação maior de aplicações de fundos de investimento no exterior, com calculo de uma perda de R$ 2 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu anunciar ainda nesta semana uma forma de compensar esse valor - seja por meio de um aumento no contingenciamento ou de uma nova receita.

Rejeição

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do apelo sobre as emendas, o governo encontra dificuldades para negociar. Parlamentares afirmaram que há um ambiente tumultuado no Congresso e que o movimento pela derrubada do ato do governo tem ganhado força. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, em publicação no X, que "o Estado não gera riqueza - consome" e que o Brasil "não precisa de mais um imposto", mas, sim, de "menos desperdício".

Nesta semana ainda, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também do Republicanos, disse, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da TV Brasil, emissora estatal, que o País precisa "acertar ainda mais na economia" e "dialogar mais com a agenda do ajuste fiscal".

No Senado, integrantes do PSD e do MDB também relataram, reservadamente, que se houvesse uma votação hoje sobre o tema, o governo seria derrotado. Os dois partidos são os maiores da base do governo na Casa. Ontem, o líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), disse que a bancada vai votar contra a proposta do governo (mais informações nesta página).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já disseram que querem levar hoje aos colégios de líderes das duas Casas a discussão sobre o assunto. Já há no Congresso dezenas de projetos de decreto legislativo para sustar os efeitos da medida.

Diante desse quadro ruim, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), articulou uma reunião de Haddad com Motta e Alcolumbre, ontem à noite, em uma tentativa de buscar um acordo.

Sugestões

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem, também, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), disse que o governo está aberto a sugestões de mudanças na proposta. Segundo o deputado, Motta e Alcolumbre têm apontado opções para alterações no texto do governo.

"Estamos em diálogo permanente com Hugo (Motta) e com Haddad", afirmou Lindbergh. "Dentro desse espírito, acho que há muita abertura do governo para ter sugestões tanto do Alcolumbre como do Hugo."

Ainda segundo o líder do PT, sugestões são bem-vindas, desde que apresentem uma nova fonte de arrecadação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os deputados e senadores tentaram incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano um dispositivo que impediria o presidente da República de fazer bloqueios ou contingenciamentos de emendas parlamentares. Quando o texto foi encaminhado à sanção, o parágrafo 2.º do artigo 67 foi vetado por Lula, que usou um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854 como argumento.

O veto presidencial está na pauta do Congresso Nacional. A sessão, no entanto, foi marcada para 17 de junho por Alcolumbre. Como o veto não será analisado a tempo, nem que seja derrubado, o dispositivo terá efeito sobre o decreto de programação orçamentária e financeira que o governo anunciará com a distribuição do congelamento de recursos por ministério. (COLABORARAM LEVY TELES E MARIANA CARNEIRO)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV