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Alckmin, sobre EUA: Caminho é fazer uma complementaridade econômica

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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o caminho com os Estados Unidos na negociação envolvendo as tarifas sobre o aço será o da "complementaridade econômica". De acordo com o ministro, ocorrerão novas reuniões técnicas envolvendo ambos os países para tratar do assunto.

"O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Eles têm superávit com o Brasil, tanto em bens, quanto principalmente em serviços. Do outro lado, dos dez produtos que os EUA mais exportam ao Brasil, oito deles a alíquota é zero", afirmou o vice-presidente a jornalistas nesta segunda-feira, 17.

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Alckmin contou das conversas que aconteceram nas últimas semanas envolvendo autoridades brasileiras e americanas. "Optamos por fazer através da Atec, que é o tipo de parceria para a questão econômica", citou.

Na última sexta-feira, 14, técnicos dos ministérios de Relações Exteriores (MRE) e do MDIC deram início ao processo negociador com os Estados Unidos para tentar amortecer as sobretaxas impostas por Donald Trump, que no Brasil já afetam os produtores siderúrgicos. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a reunião por videoconferência aconteceu com representantes do USTR, órgão representante comercial dos EUA. Foi o primeiro encontro desde que a tarifa de 25% sobre a importação de aço e alumínio pelos americanos passou a valer, medida que entrou em vigor na quarta-feira, 12.

"Teve uma primeira reunião na sexta-feira com os órgãos técnicos e elas vão ocorrer outras reuniões em seguida. O caminho é o caminho do diálogo e fazer o ganha-ganha, uma complementaridade econômica", acrescentou. Ao citar o desempenho da economia brasileira, o vice-presidente disse que "empresa que quiser ser global, tem que estar no Brasil".

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