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Alckmin diz que expectativa é assinar até o fim do ano acordo entre Mercosul e UE

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou nesta segunda-feira, 26, as oportunidades abertas pela transição energética à indústria brasileira durante encontro com empresários do setor no Rio. Ele também aproveitou o encontro para elencar as medidas lançadas pelo governo para apoiar a competitividade do setor produtivo, e disse que a expectativa é assinar até o fim do ano o acordo entre Mercosul e União Europeia.

Segundo Alckmin, o programa Acredita Exportação, de devolução de créditos tributários acumulados por micro e empresas exportadoras, deve ser votado nesta semana no Senado, após aprovação pela Câmara. A medida visa a uma transição até a implementação da reforma tributária, que, com o imposto sobre valor agregado, vai acabar com o acúmulo de impostos não compensados ao longo da cadeia produtiva.

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O vice-presidente participou da abertura do evento Nova Indústria Brasil, em comemoração ao Dia da Indústria, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. A conferência é promovida por Brasil 247, TV 247 e Agenda do Poder.

"Nós temos que ganhar mercado. Primeiro, ampliando o Mercosul. Já além dos quatro membros, entrou o quinto, a Bolívia. Depois, fazendo acordo. O Mercosul tem acordo com o Egito, Israel e Palestina. Foi feito já Mercosul-Cingapura, e agora Mercosul-União Europeia, os 27 países dos mais ricos do mundo. Esperamos, até o final do ano, poder avançar, e já estar assinado o acordo Mercosul-União Europeia", afirmou o ministro da indústria.

Mais uma vez, Alckmin ressaltou que o governo tem atacado as causas da baixa competitividade industrial e defendeu que o País tenha "obsessão" por reduzir custos. Nesse sentido, lembrou do incentivo lançado pelo governo para os investimentos em máquinas e equipamentos nas fábricas, com o programa de depreciação acelerada.

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"Nós somos campeões do agro, temos a agricultura tropical mais competitiva do mundo, vamos agregar valor", disse Alckmin, ao explicar a inclusão da agroindústria entre as missões da nova política industrial.

Ele também citou que o complexo da indústria de produtos voltados à saúde vai ganhar força dentro da política industrial, dadas as mudanças demográficas com o crescimento da expectativa de vida. "É um outro mundo. A mudança demográfica é impressionante. Então, essa é uma missão que vai crescer e vai ser forte", comentou Alckmin.

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