Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Economia
publicidade
ECONOMIA

Ainda é prematuro falar em grau de investimento para o Brasil, diz diretora da S&P

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Num banho de água fria sobre o otimismo do governo com o retorno do Brasil ao grupo de economias com grau de investimento, a responsável da S&P Global pela análise do risco de crédito soberano na América Latina disse nesta quinta-feira, 29, que é prematuro dizer neste momento que o País receberá o selo.

Apesar de avanços nos últimos sete anos, como a reforma da Previdência e a fixação de um limite aos gastos públicos, Lisa Schineller, diretora da agência de classificação de risco na região, frisou que a decisão de revisar a perspectiva do rating brasileiro, de estável para positiva, significa que existe apenas uma tendência que pode levar o País a um upgrade - isto é, melhora da nota.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Ela lembrou que a nota BB- do País está três degraus abaixo do selo de grau de investimento, um atestado conferido a economias com boa capacidade de pagar suas dívidas. Schineller observou que o déficit das contas primárias permanece elevado nas projeções da S&P para o Brasil, assim como a dívida tem tendência de alta.

Ao explicar por que a perspectiva para a nota de crédito do Brasil agora é positiva, a diretora da agência observou que a S&P tinha superestimado o avanço da dívida brasileira como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, salientou que o Brasil evoluiu a um ambiente de menor incerteza sobre as políticas econômicas, após a apresentação do novo marco fiscal e com a autonomia do Banco Central (BC) sendo confirmada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A elevação do rating, contudo, depende de compromissos de que o governo seguirá avançando em mudanças de legislação estruturais. "É prematuro discutir grau de investimento agora", afirmou a diretora da S&P ao participar de um fórum realizado pela consultoria Eurasia em São Paulo.

Ela lembrou, ao dar uma referência, que a Indonésia conseguiu obter o grau de investimento, saindo de uma posição de default, com uma combinação de três fatores: dívida em queda, composição favorável da dívida pública e crescimento.

"São dois itens que o Brasil não tem ainda", pontuou Schineller, referindo-se às projeções desfavoráveis para a dívida do governo brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV