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Acordo EUA-Irã reduz preços de combustíveis no Brasil em junho, mostra IPTL

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Os preços dos combustíveis recuaram com força no Brasil na semana marcada pela assinatura do memorando de paz entre Estados Unidos e Irã, entre 14 e 20 de junho, em comparação com o período mais agudo do conflito no Oriente Médio, de 29 de março a 4 de abril, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

De acordo com o levantamento, o diesel comum e o diesel S-10 registraram quedas de 8,49% e 6,38%, respectivamente, e fecharam o período com médias de R$ 6,98 e R$ 7,22. A gasolina também acompanhou a tendência de baixa, com recuo de 1,57%, para R$ 6,81.

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Os dados indicam que a reação nas bombas foi rápida, refletindo o alívio do mercado após o acordo. Apenas na semana que culminou na assinatura, o diesel comum caiu de R$ 7,02 no domingo, 14, para R$ 6,95 no sábado, 20. No mesmo intervalo, o diesel S-10 recuou de R$ 7,21 para R$ 7,18.

A Edenred Ticket Log atribui a retração à estabilização do mercado internacional após a formalização do memorando, assinado em 17 de junho pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian. O documento declarou o fim imediato e permanente das operações militares e trouxe medidas com impacto direto sobre energia: os Estados Unidos se comprometeram a encerrar sanções contra o Irã, permitindo a retomada das exportações de petróleo, e houve a reabertura do Estreito de Ormuz, com previsão de restabelecimento pleno do tráfego marítimo em até 30 dias.

"A assinatura do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã trouxe um alívio imediato e muito aguardado ao mercado global e, consequentemente, às bombas (dos postos de abastecimento) no Brasil", avalia o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, ressaltando que o acordo reduziu as incertezas que vinham pressionando o mercado.

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Ele afirmou que, no ápice do conflito, o preço do diesel comum saltou mais de 20%, e que a liberação das exportações iranianas e o fim iminente das restrições no Estreito de Ormuz passaram a sustentar um cenário de maior estabilidade. Para Fernandes, o acordo reduziu as incertezas que vinham pressionando o mercado.

Apesar das quedas em relação ao pico da crise, o levantamento mostra que os preços ainda não voltaram ao patamar anterior à escalada militar.

Na comparação entre a primeira semana do conflito, de 1º a 7 de março, e a semana pós-acordo, de 14 a 20 de junho, o diesel comum acumula alta de 10,27%, ao passar de R$ 6,33 para R$ 6,98. O diesel S-10 subiu 13,22%, de R$ 6,37 para R$ 7,22, enquanto a gasolina ficou 5,42% mais cara, de R$ 6,46 para R$ 6,81.

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Fernandes disse ainda esperar um alívio adicional caso as negociações avancem. "A tendência é que, com a concretização das negociações definitivas do acordo no Oriente Médio ao longo dos próximos 60 dias e o restabelecimento pleno do comércio internacional do petróleo iraniano, possamos observar um alívio contínuo e gradual nos preços dos combustíveis nas próximas semanas", afirmou.

O IPTL é calculado com base em abastecimentos feitos em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

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