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Abradee: Mudança em PL dos postes pode elevar conta de luz em até R$ 2 bi por ano

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A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirma que eventuais mudanças no Projeto de Lei 3.220/2019, que define regras para o compartilhamento de postes entre distribuidoras e empresas de telecomunicações, podem pressionar a tarifa de energia em até R$ 2 bilhões por ano. A entidade defende que a Câmara mantenha o texto aprovado em comissão pelo Senado.

O PL trata da gestão e do uso de mais de 53 milhões de postes no País, infraestrutura administrada hoje pelas distribuidoras e compartilhada com operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura. Segundo a Abradee, a preocupação é que a inclusão de um novo modelo de governança crie uma estrutura adicional de administração dos ativos, apelidada no debate de "posteiro", com custos que reduzirão recursos hoje revertidos aos consumidores.

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Dados citados pela associação, com base na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), indicam que as empresas de telecomunicações pagam cerca de R$ 3,4 bilhões por ano pelo uso dos postes. Desse total, aproximadamente R$ 2 bilhões são destinados à redução dos custos do serviço de distribuição de energia, contribuindo para a modicidade tarifária.

"A criação de uma nova estrutura para administrar os postes pode retirar recursos que hoje ajudam a reduzir a conta de luz dos brasileiros. Estamos falando de uma atividade que já existe, já funciona e que pode ser aprimorada sem a criação de mais uma camada de custos para a sociedade", afirmou a presidente da Abradee, Patricia Audi.

A associação também diz que o texto aprovado já prevê instrumentos para enfrentar a ocupação irregular de postes, incluindo mecanismos para organizar a infraestrutura, retirar cabos abandonados, regularizar ocupações e aumentar a segurança. Para a entidade, reabrir a negociação na Câmara pode atrasar uma solução aguardada há anos pelo setor.

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A associação defende ainda que a versão do Senado preserva a possibilidade de o proprietário da infraestrutura optar por realizar a gestão diretamente ou contratar empresas especializadas, sem imposição de um modelo único em âmbito nacional.

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